Petrobras já gastou cerca de US$ 300 milhões em poço na Margem Equatorial
A Petrobras já gastou cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,56 bilhão) na perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial, onde a companhia identificou a presença de hidrocarbonetos .
Segundo a diretora executiva de assuntos corporativos, Clarice Coppetti, o poço está sendo perfurado desde outubro de 2025 e tem um custo aproximado de US$ 1 milhão por dia.
A operação já dura cerca de 300 dias, o que leva o investimento acumulado para a casa dos US$ 300 milhões.
Apesar do volume já desembolsado, a Petrobras ainda não consegue estimar quanto petróleo a descoberta poderá produzir nem se a área terá viabilidade comercial.
A identificação de hidrocarbonetos representa apenas uma etapa do processo exploratório.
A companhia ainda terá de realizar estudos para dimensionar os reservatórios, avaliar a qualidade do óleo encontrado e estimar os volumes que poderão ser recuperados economicamente.
Leia Mais Petrobras vê Margem Equatorial como caminho para repor reservas do pré-sal Petrobras: Brasil pode ser 5º maior produtor de petróleo mundial, diz Magda Entorno de Lula já cogita mudar exploração do petróleo na Margem Equatorial “Esperamos muitos reservatórios”, afirmou a presidente da empresa, Magda Chambriard nesta segunda-feira (17), durante entrevista coletiva.
A presidente disse que a Petrobras ainda pretende perfurar outros poços na região para ampliar o conhecimento sobre o potencial da área.
O Morpho está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.
A presença de hidrocarbonetos foi constatada por meio de perfis elétricos e indicativos encontrados nas rochas durante a perfuração.
A Petrobras é a operadora do bloco FZA-M-59 e detém 100% de participação na área, adquirida na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013.
A companhia considera a Margem Equatorial estratégica para a reposição de suas reservas de petróleo e gás.
Segundo Magda, a expectativa é que novas descobertas na região possam ajudar a compensar, no futuro, o declínio da produção do pré-sal, que hoje responde por cerca de 80% da produção da Petrobras.
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