Remédio contra perda de massa muscular é aprovado por agência
A perda de massa muscular pode estar com os dias contados.
A agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, a FDA, aprovou o Isembyld (apitegromab), medicamento que protege os neurônios responsáveis por comandar os músculos.Criado inicialmente para pacientes com atrofia muscular espinhal (AME), doença genética rara que provoca perda progressiva de força muscular, o remédio também está sendo testado em pacientes que fazem o uso de doses e canetas de tizerpatida, o famoso Mounjaro.A ideia é inibir o principal efeito colateral do emagrecedor, que reduz gordura e massa corporal ao longo das aplicações, o que pode trazer consequências sérias em pacientes que fazem o uso prolongado.
Como o Isembyld age no corpo?De acordo com informações divulgadas pelos criadores do Isembyld, sua principal função é bloquear a miostatina, uma proteína que funciona como freio natural do crescimento muscular no corpo e está presente em todas as pessoas.Com a neutralização, o músculo continua crescendo e respondendo aos estímulos realizados pelo paciente com AME.
No entanto, ele deve ser tomado com outros medicamentos já prescritos para tratar a doença.Em um um estudo com quase 200 pacientes, quem usou o novo remédio junto com o tratamento já existente ganhou em média 2,2 pontos de função motora.
Já os que não utilizaram o remédio perderam a função motorola ao longo de um ano.Dentre os efeitos colaterais mais comuns observados estão infecções respiratórias, vômito, tosse, dor de cabeça e reações alérgicas.
Não há registros de mortes ou consequências graves causadas pela medicação.Como funcionará em quem usa Mounjaro?A ideia dos pesquisadores é garantir que as pessoas que fazem o uso do Mounjaro não percam toda sua massa muscular e função motora.
Com o uso combinado do Isembyld, os pacientes manterão os músculos adquiridos com as atividades físicas.Em um estudo preliminar, pacientes que combinaram as duas substâncias preservaram cerca de 55% da massa magra.
No entanto, os resultados ainda estão sendo analisados de maneira minuciosa antes da liberação de venda do remédio.
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