Justiça adia julgamento da morte de Maradona após escândalo com exames
O julgamento pela morte de Diego Maradona voltou a ser cercado por um novo escândalo na Argentina.
O processo foi adiado nesta quinta-feira, 20, após surgir a suspeita de que exames médicos usados nas perícias do caso poderiam pertencer, na verdade, ao pai do ex-jogador.
Sete profissionais de saúde são acusados de homicídio com dolo eventual, sob a acusação de negligência médica na morte do ídolo argentino.
A dúvida sobre os documentos surgiu durante uma audiência na terça-feira, 18, quando advogados dos réus apontaram inconsistências em exames renais atribuídos a Maradona.
Segundo a AFP, a empresa médica privada admitiu, nesta segunda-feira, 24, ter confundido os exames de Diego Maradona com os de seu pai, Diego “Chitoro” Maradona , morto em 2015.
Diante da confusão, o tribunal suspendeu o julgamento até 27 de agosto e determinou a apreensão dos exames em uma clínica e na empresa de saúde privada que atendia Maradona.
O Ministério Público pediu buscas na empresa Swiss Medical e na clínica Los Arcos para verificar a autenticidade e a validade dos documentos.
Este é o segundo julgamento relacionado à morte de Maradona.
O primeiro, realizado em 2025, acabou anulado depois que veio à tona a informação de que uma das juízas participava, sem autorização, da produção de um documentário sobre o caso.
Maradona morreu aos 60 anos de idade, vítima de parada cardiorrespiratória e edema pulmonar em novembro de 2020, enquanto recebia cuidados domiciliares.
Continua após a publicidade Agora a coluna GENTE também está no Instagram .
Siga o perfil @veja.gente Publicidade
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.