ANP quer usar substância amarga para identificar etanol em bebidas
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou um relatório com medidas para coibir o uso de etanol hidratado combustível em bebidas.
A decisão segue diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Tribunal de Contas da União (TCU).
O estudo da Agência concluiu por uma solução definitiva, que ainda passará por testes de viabilidade, e uma provisória.
Esta última envolverá a revisão da Resolução ANP nº 907, de 2022, com processo de revisão que terá início imediato.
Leia Mais Governo pede suspensão da venda de destilados em comércio on-line O teste rápido e barato que detecta metanol e pode salvar vidas, mas que ainda espera investimento Metanol entra na pauta do Senado nesta semana Solução definitiva em teste A proposta definitiva para impedir o uso irregular do etanol é a adição obrigatória de benzoato de denatônio.
Por ser uma substância de sabor extremamente amargo, seria facilmente detectada pelos consumidores em caso de adulteração de bebidas.
Antes de sua implementação, a ANP precisa comprovar a viabilidade técnica da adição do produto ao etanol.
Serão realizados testes mecânicos para demonstrar a ausência de impactos negativos nos componentes e nas emissões dos veículos.
Embora já seja utilizado em produtos de higiene e limpeza, não há precedentes do uso do benzoato em motores.
Devido à necessidade dos estudos, ainda não é possível estabelecer um prazo para a adoção da medida.
Corante verde como medida provisória Como alternativa provisória, a ANP propõe a adição obrigatória de um corante verde ao etanol hidratado combustível.
A adição seria feita diretamente nas usinas.
A obrigatoriedade será estabelecida por meio da revisão da Resolução ANP nº 907/2022.
Haverá um prazo de transição após a publicação da norma, permitindo a adequação dos agentes econômicos para que a medida seja implementada em 2027.
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