Justiça determina diligências finais para decidir sobre júri de Turra
O julgamento do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, réu pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos , deve ser retomado após o adiamento da decisão sobre um eventual júri popular.
Isso porque a Justiça do DF determinou que as novas diligências solicitadas pela defesa de Turra são “complementares e finais” , e, após a apresentação delas, o caso deverá avançar para as alegações conclusivas.
O processo está suspenso desde o fim de maio, quando houve a audiência de instrução, ocasião em qual o magistrado aceitou o pedido da defesa de Turra para a conclusão de um laudo complementar do Instituto Médico Legal (IML), o que acabou por adiar a decisão da audiência.
O Metrópoles apurou que o laudo pericial chegou a ser anexado no processo em 30 de junho .
No entanto, no dia 15 de julho, a Justiça do DF solicitou ao Hospital Brasília de Águas Claras o prontuário de atendimento prestado no Pronto-Socorro a Rodrigo Castanheira.
A reportagem não conseguiu identificar qual parte fez o requerimento do pedido da documentação.
Nove dias depois, a instituição encaminhou o documento, mas a defesa do ex-piloto apontou que ainda havia lacunas nos registros médicos e apresentou um parecer pedindo novos esclarecimentos .
Entre os pontos questionados estão: Ausência do prontuário com registros médicos e de enfermagem relativos ao atendimento inicial; Boletim de anestesia; Imagens e laudo da primeira tomografia computadorizada do crânio; Descrição da cirurgia e respectivos horários.
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“ “A mera discordância da defesa ou de seu assistente técnico quanto ao conteúdo das respostas prestadas pela instituição hospitalar não justifica a renovação sucessiva das diligências.
Eventuais divergências de natureza técnica poderão ser oportunamente consideradas pelas partes e valoradas no momento processual adequado”, acrescentou.
A providência determinada ao hospital deverá abranger, além das imagens originais da primeira tomografia computadorizada, informações como: registros do atendimento inicial e de enfermagem; os horários de realização da primeira tomografia, de acionamento e chegada do neurocirurgião; a identificação do profissional presente no momento da parada cardiorrespiratória, entre outros dados apontados pela defesa.
Depois que o hospital cumprir a determinação, o material será encaminhado novamente ao IML.
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