Cruz Vermelha denuncia ataques a equipes contra ebola no Congo
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A Cruz Vermelha manifestou preocupação nesta segunda-feira (24) após seis trabalhadores envolvidos em uma tentativa de conter um surto mortal de ebola terem ficado feridos em ataques ocorridos na semana passada na República Democrática do Congo .
"Os ataques contra voluntários e profissionais humanitários são inaceitáveis", afirmou em comunicado o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, em conjunto com as sociedades da Cruz Vermelha da República Democrática do Congo e de Uganda.
Segundo o comunicado, em 17 de agosto, um comboio da Cruz Vermelha de Uganda que apoiava o combate ao ebola foi atacado na província de Ituri —epicentro do surto—, deixando uma pessoa gravemente ferida. Duas ambulâncias foram apedrejadas e vandalizadas.
No dia seguinte, dois voluntários ficaram feridos ao tentar realizar um sepultamento na província de Haut-Uele. Eles foram retirados do local para receber atendimento médico, e dois veículos foram danificados durante a operação.
Na quarta-feira, em Beni, na província de Kivu do Norte, três voluntários foram "atacados e feridos", e equipamentos usados no combate ao ebola foram destruídos.
O comunicado afirmou que os ataques são uma demonstração dos riscos enfrentados por profissionais humanitários no combate a epidemias e em emergências.
"O respeito pelos profissionais e pelas atividades humanitárias é essencial para garantir que as comunidades afetadas por epidemias e outras crises continuem recebendo a assistência e os serviços de
"Cada profissional ferido e cada ambulância, veículo ou equipamento danificado reduz a capacidade de prestar serviços emergenciais de saúde e de assistência humanitária, colocando mais vidas em risco e dificultando a contenção da epidemia."
Ao todo, 12 voluntários ficaram feridos, ambulâncias foram danificadas e equipamentos de resposta a emergências foram destruídos em 11 episódios de violência desde que o surto de ebola foi declarado, em 15 de maio.
"Pedimos às comunidades, às lideranças locais e a todas as partes envolvidas que apoiem, respeitem e protejam a ação humanitária", declarou a Cruz Vermelha.
"Voluntários, profissionais de saúde e equipes humanitárias precisam poder realizar seu trabalho com total segurança, sem medo de violência, intimidação ou ameaças."
O vírus atingiu regiões do norte e do leste onde a infraestrutura de saúde é precária e inúmeros grupos armados atuam há décadas.
Surgiram tensões com as comunidades locais em relação ao manejo dos corpos das vítimas de ebola. Os sepultamentos precisam ser supervisionados, pois o vírus se dissemina pelo contato com fluidos corporais, o que significa que os cadáveres podem continuar contagiosos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.