Diretor da Meta anuncia demissão sob suspeitas de favorecer Flávio na eleição
A Meta , responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou a saída de Joel Kaplan , diretor de políticas globais e um dos principais interlocutores da empresa com o governo de Donald Trump.
A decisão, divulgada na terça-feira (20), ocorre enquanto a companhia enfrenta acusações de favorecimento à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições brasileiras.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) denuncia restrições na circulação de conteúdos e diferenças no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial.
Kaplan trabalha na Meta há mais de 15 anos e ajudou a estreitar as relações de Mark Zuckerberg com a Casa Branca.
Republicano, o executivo também ocupou um alto cargo no governo de George W.
Bush.
A saída não será imediata.
Segundo a empresa, Kaplan permanecerá até depois das eleições legislativas norte-americanas, marcadas para 3 de novembro, e concluirá sua passagem pela companhia em 2027.
Não há informações que relacionem diretamente sua decisão às denúncias apresentadas no Brasil.
Meta é cobrada pela Justiça Eleitoral A mudança na direção coincide com uma disputa judicial sobre o funcionamento dos algoritmos da empresa durante a campanha presidencial.
A equipe de Lula afirma que publicações favoráveis ao presidente sofreram restrições de alcance e impulsionamento , enquanto conteúdos relacionados a Flávio Bolsonaro receberam tratamento diferente.
Outra denúncia envolve a Meta AI , ferramenta de inteligência artificial que teria recusado solicitações de criação de imagens envolvendo Lula, mas permitido pedidos semelhantes sobre seu adversário.
A empresa reconheceu problemas técnicos e afirmou ter realizado correções, negando favorecimento político deliberado.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a plataforma assegure tratamento igualitário às candidaturas.
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