Quem é o 'Rei do Lixo', empresário baiano indiciado por desvios de emendas parlamentares
José Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo", é investigado por suposto esquema de desvio de emendas e fraudes em licitações Reprodução/TV Globo O empresário baiano José Marcos Moura é um dos 25 indiciados pela Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira (17), por suspeita de integrar um esquema de desvio de emendas parlamentares.
Conhecido como "Rei do Lixo", por causa das empresas de limpeza urbana que administra, ele é suspeito de ser um dos chefes do grupo.
O g1 tentou contato com a defesa do empresário e dos outros indiciados, mas não havia conseguido até a última atualização desta reportagem. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Conforme a apuração da PF, os investigados são suspeitos fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Eles foram alvos da Operação Overclean, deflagrada pela corporação entre 2024 e janeiro deste ano. 'Rei do Lixo' e outros 24 investigados por desvios são indiciados pela PF Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) na Bahia, também estão entre os indiciados desta segunda.
Em contato com a TV Bahia, o advogado de Lucas Maciel informou que não tinham sido notificados sobre o indiciamento.
As etapas da Operação Overclean 👇 Primeira fase 👉 A primeira fase da Operação Overclean foi deflagrada no dia 10 de dezembro de 2024.
Segundo a Polícia Federal (PF), servidores públicos facilitavam a vitória de empresas previamente escolhidas, que superfaturavam contratos, abrindo caminho para o desvio do dinheiro.
Sacola de dinheiro encontrada com vereador preso pela PF.
Divulgação/Polícia Federal Na ocasião, 59 mandados judiciais foram cumpridos e 16 pessoas foram presas na Bahia, em São Paulo e Goiás.
Entre os presos estavam José Marcos Moura, empresário conhecido como "rei do lixo", e o vereador Francisco Manoel do Nascimento Neto, o Francisquinho Nascimento, da cidade de Campo Formoso.
Na época, a polícia já apurava uma movimentação de R$ 1,4 bilhão envolvendo contratos, principalmente com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Bahia.
O vereador foi flagrado pela Polícia Federal jogando uma sacola com mais de R$ 220 mil em dinheiro pela janela.
Segunda fase 👉 Treze dias depois, a PF deu início à segunda fase.
Na ocasião, foram presos o então vice-prefeito de Lauro de Freitas, Vidigal Cafezeiro (Republicanos), e outras três pessoas.
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