De quadras patrocinadas a shows: como o Ibirapuera virou um grande negócio de R$ 160 milhões
Ibirapuera sob concessão: Urbia administra o parque desde outubro de 2020 e prevê faturamento de até R$ 160 milhões em 2026. (Caio Pimenta/Secretaria de Turismo de São Paulo/Agência Brasil)
O Parque Ibirapuera , em São Paulo, recebeu mais de 17 milhões de visitantes em 2025 . Neste mesmo período, o espaço que hoje é concedido à iniciativa privada faturou R$ 150 milhões . Em 2026, a expectativa é aumentar a receita para R$ 160 milhões , puxada por negócios que vão dos restaurantes e quiosques aos patrocínios de marcas e festivais de música.
É a outra face de um dos espaços públicos mais conhecidos de São Paulo . Desde outubro de 2020, o parque é administrado pela Urbia Parques , concessionária ligada à Construcap . De lá para cá, a companhia afirma ter destinado R$ 360 milhões a investimentos no Ibirapuera, sem contar os gastos recorrentes com limpeza, segurança, manutenção e paisagismo.
O contrato nasceu ainda na gestão do então prefeito Bruno Covas. Assinado em dezembro de 2019, tem duração de 35 anos e inclui, além do Ibirapuera, outros cinco parques municipais. A Construcap venceu a licitação oferecendo uma outorga fixa de R$ 70,5 milhões . A operação começou dez meses depois, em plena pandemia.
Agora, quase seis anos após assumir o parque, a concessionária tenta aumentar as fontes de receita.
“Estamos cada vez mais achando novas perspectivas, novos negócios, novas oportunidades e novas formas também de atender o nosso público e o nosso patrimônio”, afirma Roberto Capobianco , presidente da Construcap.
Além dele, Samuel Lloyd , diretor comercial da Urbia Parques, e José Antônio Parimoschi , secretário executivo de Desestatização e Parcerias da Prefeitura de São Paulo, participaram nesta semana de um painel no SP2B, festival de inovação, cultura e empreendedorismo realizado no próprio Ibirapuera.
A Urbia fechou 2025 com R$ 150 milhões de faturamento bruto, segundo dados fornecidos pela companhia. Para este ano, Lloyd trabalha com uma faixa entre R$ 140 milhões e R$ 160 milhões.
A amplitude da projeção tem uma explicação: boa parte do resultado do parque é definida nos últimos meses do ano.
“O principal período de sazonalidade de receitas do parque é o último trimestre. O dezembro para a gente é muito importante”, afirma Lloyd.
Um dos principais eventos é o Natal do Parque Ibirapuera , que reúne mais de 1,5 milhão de pessoas. A conta anual inclui também eventos e shows, patrocínios, contratos de alimentação e outras atividades comerciais dentro da área.
O parque realiza cerca de 90 eventos por ano, segundo Lloyd. Entre eles estão 19 festivais ou eventos musicais e mais de 600 mil espectadores por ano.
Eventos como o C6 Fest passaram a ocupar diferentes equipamentos do complexo. Nesta semana, é o SP2B que transforma áreas do Ibirapuera em palcos de debates sobre negócios, tecnologia e cultura.
A programação do festival vai de 9 a 16 de agosto e prevê mais de 2.000 palestrantes distribuídos por mais de 20 palcos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.