Israel explode e incendeia casas em cidades no sul do Líbano
Apesar das negociações de paz, as forças israelenses realizaram na manhã desta quinta-feira (13/18) novos ataques contra áreas no sul do Líbano . De acordo com a Agência Nacional de Notícias ( NNA ) libanesa, as tropas do regime sionista explodiram e incendiaram casas nas cidades de Majdal Zoun e Al-Mansouri, bem como em vales vizinhos.
Em Al-Mansouri, no distrito de Tiro, informa o veículo, o Exército de Israel usou aviões de guerra para realizar sua ofensiva. Na semana passada, as forças sionistas haviam emitido uma ordem de evacuação forçada para a cidade.
No dia anterior, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, denunciou que os “ataques, incursões, operações de demolição e a destruição sistemática ” de Israel no território sul de sua nação constituem uma “grave violação dos princípios e regras do direito internacional e do direito internacional humanitário”.
“A natureza dos locais visados refuta tais alegações. A afirmação de que vilas e cidades inteiras, incluindo suas casas, bairros, prédios governamentais, instalações públicas, locais de culto e infraestrutura, são ‘instalações militares’ é insustentável sob qualquer lógica e não pode servir de pretexto para destruí-las, deslocar seus moradores e impedi-los de retornar”, declarou Salam. Ainda reafirmou o direito dos sulistas de retornarem às suas terras e reconstruírem suas aldeias “é inegociável”.
Na mesma quarta-feira (12/08), o ministro da Defesa do regime sionista, Israel Katz visitou o sul do Líbano e prometeu manter tropas na zona tampão do Exército, afirmando que os militares estavam “destruindo a infraestrutura subterrânea” da área e “destruindo todas as casas da região.”
“Estamos aqui acima e eles estão abaixo”, gabou-se Katz. “Instruí as IDF (Forlas de Defesa de Israel) a tomarem todas as medidas necessárias para se preparar para uma presença de longo prazo na área”.
As declarações do ministro foram repudiadas até pelo governo norte-americano de Donald Trump, maior aliado do regime sionista. De acordo com o jornal Times of Israel , um funcionário do Departamento de Estado alegou que “os EUA esperam que todas as partes ajam de qualquer forma consistente com o marco acordado, e Israel declarou claramente que não tem ambição territorial no Líbano”.
Beirute e Tel Aviv realizaram, na última semana, a sétima rodada de negociações visando um cessar-fogo dos ataques israelenses no território libanês. Enquanto o governo de Netanyahu mantém sua ofensiva no Líbano, o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública indica que, desde o início das agressões em 2 de março, ao menos 4.335 civis já foram mortos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.