Dólar sobe a R$ 5,1479 com aversão a risco e petróleo em alta
O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (14) em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,1479, após reduzir o ritmo de avanço ao longo da tarde.
Pela manhã, no momento de maior tensão no exterior, a moeda superou R$ 5,18 e atingiu máxima de R$ 5,1830.
O movimento acompanhou a aversão a risco nos mercados internacionais diante da disparada do petróleo.
Ao longo da tarde, a valorização da moeda americana perdeu força na medida em que os preços do petróleo também moderaram o avanço.
Notícias sobre a busca por acordos em torno de dois conflitos que afetam a oferta da commodity aliviaram parte da pressão.
No início da tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está disposto a fechar um acordo e disse que Ucrânia e Rússia teriam concordado em suspender ataques à infraestrutura energética de ambos os países.
A economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, afirmou que a alta do petróleo para perto de US$ 110 elevou a aversão ao risco e ampliou a preocupação com o cenário inflacionário nos Estados Unidos em uma semana marcada pela decisão do Federal Reserve.
Depois de se aproximar de US$ 110 pela manhã, com máxima de US$ 109,80, o contrato do Brent para novembro fechou a US$ 105,68, em alta de 1,02%.
No mês, os ganhos superam 15%, e no ano, chegam a cerca de 75%.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! O especialista em câmbio Guilherme Casagrande, da Manchester Investimentos, avaliou que houve alívio parcial à tarde após as declarações de Trump sobre novas negociações com o Irã, embora o comentário tenha sido refutado pelo país.
Mesmo com dois pregões seguidos de alta, o dólar ainda acumula queda de 0,62% frente ao real em setembro, após valorização de 2,16% em agosto.
Parte da recuperação da moeda brasileira é atribuída ao cenário eleitoral.
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira mostrou Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto em simulação de segundo turno, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, com 40%.
Na sexta-feira (11), pesquisa Datafolha indicou Lula com 46% e Flávio com 44%.
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