Caso Master segue assombrando corrida eleitoral; acompanhe o dia dos presidenciáveis
Confira os destaques da corrida eleitoral, com os desdobramentos do escândalo do Banco Master na Corte, e os planos dos candidatos
O cenário político segue movimentado com os novos capítulos do caso Master , investigando conexões entre o banqueiro Daniel Vorcaro , o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A controvérsia continuou a repercutir nesta quarta-feira (2) entre os presidenciáveis, enquanto os candidatos também buscaram espaço para apresentar propostas econômicas, de segurança pública e reformas institucionais.
O Seu Dinheiro preparou um resumo do dia dos principais candidatos à Presidência em 2026.
Na esteira das revelações da proximidade entre Vorcaro e Moraes, deputados das federações Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV) e PSOL-Rede protocolaram uma petição ao presidente do STF, Edson Fachin, cobrando a queda do sigilo de três apurações ligadas ao financiamento do filme Dark Horse (cinebiografia de Jair Bolsonaro ) pelo banqueiro do Master.
O grupo acusa o relator, ministro André Mendonça, de parcialidade por ter retirado o sigilo de dados que citavam Alexandre de Moraes, mas mantido o sigilo sobre Flávio Bolsonaro.
O candidato Ronaldo Caiado (PSD) criticou duramente as novas revelações de repasses de Vorcaro para a produção do filme, afirmando que "não dá para passar pano" e que há um processo de "podridão" atingindo os Poderes e o STF. Caiado também reforçou preocupação com o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes no caso.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, minimizou a reunião realizada entre o ministro André Mendonça e Vorcaro em 2025, afirmando ser um compromisso profissional.
Em contrapartida, subiu o tom contra Alexandre de Moraes, defendendo seu afastamento e ressaltando que a oposição já protocolou mais de 50 pedidos de impeachment contra o magistrado, além de focar ações contra o PGR, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Fontes ouvidas pelo Broadcast indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, fora da agenda, com o ministro decano do STF, Gilmar Mendes, para medir os impactos da crise que paira sobre a Corte após a revelação de mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro.
Fora do caso MAster, Flávio Bolsonaro cumpriu agenda na Expointer, feira agropecuária em Esteio (RS), onde almoçou com lideranças do agronegócio e caminhou pela exposição acompanhado de apoiadores.
Ao comprar uma água mineral, defendeu a ferramenta de pagamentos instantâneos criada pelo Banco Central: "É o Pix do Bolsonaro, sem taxas".
Além disso, ele prometeu que, se eleito, indicará cinco novos ministros para a Suprema Corte com perfil conservador — contrários ao aborto e às drogas e favoráveis à propriedade privada, e disse que vai criar 500 mil vagas no sistema prisional e dobrar o número de presídios federais, rebatizando essas unidades de "treva".
Flávio Bolsonaro também defendeu o aumento de penas, com punição mínima de oito anos de prisão para o crime de roubo de celular.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.