Caso Thawanna: Corregedoria conclui que PM atirou com intenção de matar
Um relatório da Corregedoria da Polícia Militar apontou que a soldado Yasmin Cursino, 22, cometeu homicídio doloso contra Thawanna Salmázio, 31, que morreu após uma discussão com a PM em serviço em Cidade Tiradentes , na zona leste de São Paulo, no começo de abril.
Decisão da corregedoria rejeita a versão dada pela soldado, que alegou legítima defesa em depoimento anterior. Ao depor oficialmente na Corregedoria, Yasmin alegou que se defendia de uma agressão e que fez um único disparo contra Thawanna.
Agora, a decisão será encaminhada à Justiça Militar, que seguirá julgando a punição para a soldado. O UOL entrou em contato com a defesa de Yasmin. O espaço será atualizado quando houver posicionamento.
A Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar de São Paulo foram procuradas. O espaço também segue aberto para manifestação.
Yasmin está suspensa da PM desde o fim de abril, semanas após a morte de Thawanna. Ela foi afastada das suas funções de soldado no dia seguinte ao crime. O porte da arma de fogo dela também foi suspenso .
A ajudante geral Thawanna Salmázio, 31, foi atingida no abdômen por um disparo feito por uma policial militar. O caso ocorreu na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, no último dia 3 de abril.
Ela foi socorrida por uma viatura do Samu, mas teve a morte constatada no hospital. A ação, motivada por uma discussão, gerou revolta entre moradores.
A policial Yasmin Cursino, 22, disse às autoridades que agiu para se defender. A soldado não citou o uso de arma de fogo, mas afirmou que "empregou força" para "garantir a segurança" dos PMs. O relato da agente consta em boletim de ocorrência registrado após ação que culminou com a morte da ajudante geral.
O outro policial que atuava com Yasmin no dia disse que a mulher foi baleada após ter "ido para cima da policial feminina". No registro , o agente que testemunhou o caso narra que Thawanna teria dado um tapa no rosto da soldado —o que foi negado pelo marido da vítima, Luciano Santos, também em depoimento na delegacia.
Policiais e marido da vítima dão versões diferentes sobre a forma como a discussão foi iniciada. Agentes disseram que homem desequilibrou e bateu no carro. O marido de Thawanna, contudo, diz que a viatura foi jogada de propósito contra o casal.
Investigação da Polícia Civil trata morte de Thawanna como em "decorrência de intervenção policial". No boletim de ocorrência, porém, consta apenas o registro da morte e "crime de resistência", atribuído ao casal.
Marido da vítima foi autuado pelo crime de resistência. Ele foi alvo de um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e liberado em seguida . Luciano Santos disse que não reagiu contra os policiais, mas questionou por que teria sido atingido pela viatura. Ele afirmou que mostrou para os agentes que não estava armado e apenas tentou socorrer sua esposa baleada.
Luciano contou que foi impedido por policiais militares de acompanhar a esposa baleada. Ele afirmou que foi contido durante toda a ocorrência, sendo impedido de prestar socorro à companheira e de acompanhá-la ao hospital, ainda quando ela apresentava sinais vitais.
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