Caso Tupac: ex-líder de gangue é condenado pelo assassinato do rapper e pode pegar prisão perpétua
Quase 30 anos depois, veio a primeira condenação do caso Tupac.
Na última segunda-feira (31), um júri em Las Vegas condenou Duane Davis , ex-líder de gangue também conhecido como Keffe D, por ter arquitetado o assassinato de Tupac Shakur .
O homem de 63 anos foi considerado culpado por homicídio em primeiro grau com uso de arma letal, podendo ser sentenciado à prisão perpétua, após enfrentar um longo julgamento com 24 testemunhas de acusação e três de defesa diante de 16 jurados.
Segundo o veredito, Keffe D não atirou contra Tupac, mas adquiriu e entregou a arma do crime ao atirador com o intuito de se vingar do rapper, do empresário Suge Knight e da gravadora Death Row Records.
Acredita-se que o responsável teria sido o sobrinho do mandante, Orlando Anderson, ou um dos outros dois homens que estavam no mesmo carro de onde veio o tiroteio que matou o artista.
Todos esses três envolvidos, no entanto, já morreram.
A investigação do assassinato ficou paralisada por anos, mas foi retomada após o próprio Keffe D admitir sua participação no crime a partir de entrevistas de 2018 e de seu livro de memórias de 2019, “Compton Street Legend”.
Tupac foi morto a tiros em setembro de 1996, quando tinha apenas 25 anos, em Las Vegas.
A morte comoveu o público e repercutiu internacionalmente, mas os responsáveis pelos disparos não foram identificados à época.
A carreira do rapper foi curta, infelizmente, mas icônica.
Ele foi e ainda é um dos nomes mais influentes do hip-hop, com mais de 75 milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo.
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