Advogado sequestrado pelo PCC escapa de tribunal do crime: 'Pensei que fosse perder minha vida'
Rafaell Câmara Roque, de 36 anos, contou ter sido sequestrado e levado para uma comunidade, onde participou de um tribunal do crime do PCC Arquivo pessoal e Ministério Público O advogado criminalista Rafaell Câmara Roque, de 36 anos, foi sequestrado e mantido refém por cerca de seis horas em um "tribunal do crime" do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Cubatão (SP).
Ele escapou após prometer desistir de uma ação judicial.
"Pensei que fosse perder minha vida", relatou.
O caso motivou a Operação Patrocínio Fiel, que visou identificar e prender os responsáveis.
O sequestro ocorreu após a vítima ajuizar um processo contra uma empresa comandada pelo suposto integrante da facção Wagner Rodrigues dos Santos.
O objetivo do grupo era forçar o advogado criminalista a abandonar a ação e fornecer o endereço do sócio da empresa que ele representava. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp.
O profissional explicou que entrou com a ação porque seus clientes teriam sido "expulsos" da empresa por Wagner, com quem tinham relação desde a infância.
O suspeito teria prometido pagar um valor referente à parcela dos sócios para que eles deixassem o negócio, o que não aconteceu.
O empreendimento, no Guarujá (SP), era de grande interesse do grupo por ter 440 m² em área portuária, três barcos pesqueiros, duas câmaras frigoríficas, três máquinas de limpar camarão e uma de fabricar gelo.
Deflagrada pelo Ministério Público (MP) e pela Polícia Militar (PM) na quarta-feira (12), a operação cumpriu mandados em São Paulo e Santa Catarina (SC).
William Nascimento Boaventura, apontado como responsável pela emboscada, foi preso.
Wagner, que teria atuado como "juiz" do tribunal, está foragido.
Um terceiro suspeito morreu.
O g1 tentou contato com as defesas de Wagner e de William, mas não conseguiu localizá-las até a última atualização desta reportagem.
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