Rubio pede isolamento da Nicarágua após reforma constitucional
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos “apelam aos parceiros internacionais a interromperem imediatamente as operações ‘como de costume’ com o governo da Nicarágua” em comunicado divulgado nesta quarta-feira (2).
Ele acrescentou que Washington continua comprometida em combater as violações dos direitos humanos cometidas pelo governo.
As declarações de Rubio foram feitas depois que o Congresso da Nicarágua aprovou, na terça-feira (1º), uma reforma constitucional que proíbe os partidos da oposição de participarem das eleições e estende o mandato presidencial de seis para sete anos — uma iniciativa que já havia gerado críticas dos Estados Unidos.
Leia Mais Países das Américas condenam plano da Nicarágua de acabar eleições livres Após Ortega acabar com eleições, Nicarágua inicia plano para frear oposição Opositor da Nicarágua critica Ortega: "Até Coreia do Norte tem eleições" Diversos países da América Central, assim como Bolívia, Brasil e Chile, também se posicionaram contra o anúncio de Ortega, considerando-o um novo retrocesso democrático, enquanto o Panamá retirou seu embaixador de Manágua.
Juan Sebastián Chamorro , ex-candidato à presidência e opositor do regime do Nicarágua, classificou a reforma eleitoral como “um ato para oficializar duas coisas que [o regime] perdeu: legitimidade e tempo”.
Chamorro, que está exilado nos Estados Unidos, se pronunciou nas redes sociais.
Dictadura decreta eliminación de elecciones y se receta 7 años más en el poder.
Es un acto por oficializar dos cosas que ha perdido: legitimidad y tiempo.
La transición democrática es incontenible y ellos lo saben, por eso recurren a una farsa que ni ellos mismos se creen. pic.twitter.com/WvaGcN0uAD — Juan Sebastián Chamorro (@Jschamorrog) September 2, 2026 Reforma eleitoral O Congresso da Nicarágua aprovou na terça-feira (1º de setembro) uma reforma constitucional que proíbe partidos de oposição de participarem das eleições e estende o mandato presidencial de seis para sete anos, uma iniciativa que anteriormente havia atraído críticas dos Estados Unidos e de outros países da região.
A reforma, apoiada pelos copresidentes Daniel Ortega e sua esposa Rosario Murillo, passou pela primeira votação na Assembleia Nacional.
Murillo anunciou na segunda-feira que a emenda será ratificada em uma segunda votação a partir de 18 de janeiro, já que a lei nicaraguense exige que as alterações constitucionais sejam aprovadas por duas sessões legislativas distintas antes de entrarem em vigor.
A reforma também estende os mandatos dos copresidentes e de outros funcionários eleitos, bem como dos chefes do exército e da polícia, de seis para sete anos.
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