Aproximação de Trump com Putin amplia pressão sobre a Ucrânia e divide aliados
A intensificação dos contatos entre o governo Donald Trump e Vladimir Putin reacendeu o debate sobre o custo político de uma negociação para encerrar a guerra na Ucrânia.
Enquanto Washington apresenta a ofensiva diplomática como tentativa de abrir caminho para um acordo, aliados europeus e autoridades ucranianas veem o risco de que Moscou recupere espaço internacional sem oferecer contrapartidas concretas.
Nesta segunda-feira, 20, o enviado especial americano Steve Witkoff participou de conversas em Oslo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus.
Jared Kushner, genro e assessor de Trump, acompanhou a reunião de forma remota.
Depois da etapa na Noruega, Witkoff deve viajar à Rússia para discutir propostas elaboradas com participação de Kiev e de parceiros europeus.
Não há, por enquanto, anúncio de acordo de cessar-fogo ou confirmação de uma reunião direta entre Trump, Putin e Zelensky.
Contatos com Moscou ganham peso político A nova rodada de diálogos ocorre enquanto Trump sinaliza disposição para ampliar a agenda com a Rússia para além da guerra na Ucrânia.
O presidente americano afirmou estar aberto a uma eventual reunião com Putin e o líder chinês Xi Jinping durante a cúpula da Apec, prevista para novembro, na China.
O tema central, segundo Trump, seria o controle de armamentos nucleares.
A hipótese, porém, é vista por críticos como um possível movimento de normalização da relação entre Washington e Moscou, em um momento em que a guerra continua e a Rússia mantém territórios ucranianos ocupados.
Outro gesto que alimentou essa leitura foi o convite feito por Trump para que Putin participe da cúpula do G20, em dezembro, em Miami.
A Rússia segue integrante do grupo, mas Putin não comparece pessoalmente a um grande encontro multilateral no Ocidente desde antes da invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022.
Ucrânia teme pressão por concessões O ponto mais sensível das negociações continua sendo o futuro dos territórios ocupados pela Rússia e as garantias de segurança exigidas pela Ucrânia.
Kiev insiste que não pode aceitar a perda de áreas reconhecidas internacionalmente como parte de seu território sob pressão militar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.