Deeptech Doroth capta R$ 23M em rodada liderada pela Loccus
Samuel Oliveira (Doroth), Eduardo Araújo (Loccus) Camilla Amaral (Doroth), Luiz Okano (Doroth/S4 Consultoria), e Rodrigo Gurdos (Doroth) | Crédito: Divulgação A Doroth , deeptech especializada em plataformas lab-on-a-chip (dispositivos que miniaturizam etapas de laboratório em um único chip) para diagnóstico molecular, captou R$ 23 milhões em uma rodada liderada pela Loccus , empresa brasileira de biotecnologia, instrumentação e diagnóstico molecular.
O aporte combina capital privado com recursos de fomento da Finep e da Fapesp .
Segundo Eduardo Araújo, CEO da Loccus , a operação foi motivada pela complementaridade entre as duas empresas.
“Nós temos capacidade de produção e de inovação, com foco forte em saúde humana e saúde animal.
Já a Doroth tem um estoque imenso de conhecimento científico, porque são grandes pesquisadores que trabalham lá, mas não tem capacidade produtiva para escalar as invenções, embora tenha uma boa capacidade de captação e de redação de projetos para recursos de fomento”, afirma.
A partir da combinação dessas competências, os recursos serão destinados à expansão da estrutura de pesquisa, desenvolvimento e produção da startup, incluindo a implantação de uma indústria de chips microfluídicos com reagentes proprietários embarcados.
A proposta é transformar tecnologias desenvolvidas integralmente no Brasil em produtos fabricados em escala, reduzindo a dependência de reagentes e sensores importados e ampliando o acesso do agronegócio a diagnósticos moleculares descentralizados.
“Unindo as empresas, a gente cria um time imbatível.
Temos as melhores cabeças criativas dos dois lados, um processo produtivo que atende as duas empresas e canais de distribuição que serão utilizados pela Doroth “, diz Eduardo.
A deeptech ficará concentrada no desenvolvimento de produtos e na captação de recursos, enquanto a Loccus contribuirá com fabricação, integração de tecnologias já existentes em seu portfólio, infraestrutura, conhecimento científico, capacidade industrial e suporte regulatório.
A expectativa é encurtar o caminho entre o desenvolvimento das tecnologias e sua chegada ao mercado.
Com a integração das estruturas, a companhia também espera acelerar o desenvolvimento de novos testes, ampliar a produção de equipamentos, chips e reagentes e fortalecer uma cadeia tecnológica nacional que vai de enzimas e ensaios moleculares a sensores, instrumentos automatizados e consumíveis microfluídicos.
O que faz a Doroth Fundada em 2019, com sede em Piracicaba (SP), a Doroth reúne competências em biologia molecular, microfluídica, engenharia, eletrônica, óptica, automação e software.
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