Petróleo tem 4º dia de queda e ameaça perder US$ 100 por barril
Os preços do petróleo engataram o quarto dia de quedas consecutivas, com o barril do Brent próximo a perder o nível de US$ 100 por barril, com a retomada de fluxos pelo oleoduto da Arábia Saudita e o otimismo da retomada das negociações entre EUA e Irã.
O contrato mais líquido do petróleo Brent , referência para o mercado internacional, para novembro fechou com queda de 3,40%, a US$ 100,34 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "UKOIL", "UKOIL" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "0123ea4" } ); Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA , o contrato d o petróleo West Texas Intermediate ( WTI ) para o mesmo mês caiu 3,86%, a US$ 92,37 o barril.
O que influenciou o petróleo? O otimismo com uma possível retomada nas negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã voltou à mesa após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que está disposto a se encontrar com o mandatário iraniano, Masoud Pezeshkian, na Assembleia Geral da ONU nesta semana, em entrevista à Fox News .
No fim de semana, uma reportagem do The New York Times , citando fontes, noticiou que Trump não deve bombardear por enquanto os houthis , grupo extremista do Iêmen apoiado pelo Irã e que controla o Mar Vermelho.
O mercado também operou com expectativas de retomada do fluxo da commodity no Oriente Médio.
A estatal saudita de petróleo Saudi Aramco carregou cerca de 14 milhões de barris de petróleo em sete superpetroleiros ontem (20), segundo informações da Reuters.
O volume de óleo bruto, carga e gás natural liquefeito que passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas duas semanas atingiu o nível mais alto em seis meses, segundo comunicado do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), um dos comandos combatentes unificados do Departamento de Defesa norte-americano.
Na visão do banco Julius Baer, o mercado em geral não está ficando sem petróleo, pois o aumento dos fluxos por Ormuz e por outras rotas ajudou a compensar as interrupções do Oleoduto Leste-Oeste, da Arábia Saudita, e no Estreito de Bab Al-Mandeb, no Mar Vermelho, enquanto a menor demanda contribuiu para manter o mercado global praticamente equilibrado desde o verão (do Hemisfério Norte).
O banco suíço projeta Brent a US$ 77,50 por barril nos próximos três meses.
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