‘Bancada da Pipoca’ nasce para identificar candidaturas ligadas ao audiovisual
Oito entidades ligadas ao audiovisual brasileiro lançaram a Bancada da Pipoca , iniciativa apartidária criada para identificar candidaturas às eleições de 2026 que assumam compromissos com uma agenda de políticas públicas para o cinema e o audiovisual .
A iniciativa contempla candidatos à Presidência da República , ao Senado e à Câmara dos Deputados .
As candidaturas que aderirem aos compromissos recebem um selo oficial e passam a integrar uma plataforma pública de consulta.
A relação pode ser acessada no site da Bancada da Pipoca.
A proposta das entidades é tratar o audiovisual como uma atividade estratégica para o desenvolvimento econômico e cultural do país, com políticas de longo prazo e maior previsibilidade para o setor.
“O audiovisual é uma área importante da indústria, tanto por seu caráter econômico, como por seu caráter cultural e potencial simbólico.
Precisamos de uma verdadeira política de estado para seu desenvolvimento, e não apenas ações intermitentes de governo”, afirma Matheus Peçanha, diretor Sudeste da Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro (API) .
Segundo as entidades, o setor movimenta aproximadamente R$ 27 bilhões por ano , o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), além de gerar mais de 300 mil empregos diretos e indiretos e recolher cerca de R$ 9 bilhões anuais em tributos.
Dados da consultoria internacional Olsberg/SPI citados pela iniciativa apontam que até 67% dos custos de uma produção audiovisual são destinados a outros segmentos da economia.
A atividade também teria impacto sobre cerca de 60 setores, entre eles turismo, transporte, tecnologia e alimentação.
Apesar desse peso econômico, o setor independente enfrenta, segundo as entidades, problemas relacionados à descontinuidade de políticas públicas, insegurança regulatória e dificuldades para obter financiamento.
Cinco eixos orientam a agenda As candidaturas que aderem à Bancada da Pipoca assumem compromissos previstos na Agenda Política Consensual do Cinema e do Audiovisual , elaborada a partir de demandas de profissionais, produtoras independentes, trabalhadores da cultura e entidades representativas.
A agenda está dividida em cinco eixos: Regulação, Direitos e Segurança Jurídica ; Financiamento, Desenvolvimento Econômico e Inovação ; Internacionalização e Inserção Global ; Trabalho, Formação e Pluralidade ; Infraestrutura, Difusão e Memória Audiovisual .
Entre as propostas estão a regulamentação dos serviços de streaming, o descontingenciamento de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e a criação de regras para o uso de inteligência artificial nas indústrias criativas, com proteção aos direitos autorais e à propriedade intelectual.
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