Febre do Nilo Ocidental: quais são os sintomas e como é o tratamento?
A Febre do Nilo Ocidental (FNO) voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde brasileiras após a confirmação de novos casos no país. Nesta segunda-feira (24), São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos da doença no estado, enquanto Santa Catarina registrou a primeira morte provocada pela infecção. Os episódios chamaram a atenção para uma doença transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados.
Apesar de muitas pessoas infectadas não apresentarem sintomas, a doença pode, em uma parcela menor dos casos, atingir o sistema nervoso e provocar complicações graves, como meningite, encefalite e paralisia. O Ministério da Saúde destaca que não existe, atualmente, vacina disponível no Brasil nem medicamento antiviral específico contra a infecção.
A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada pelo vírus do Nilo Ocidental, um arbovírus transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos.
O ciclo natural do vírus envolve principalmente aves silvestres e mosquitos. As aves infectadas servem como fonte para que os mosquitos adquiram o vírus e posteriormente possam transmiti-lo a outros animais ou seres humanos. Pessoas e cavalos são considerados hospedeiros acidentais e não costumam participar da manutenção do ciclo de transmissão.
A transmissão de pessoa para pessoa não é uma forma habitual de disseminação da doença. Em situações mais raras, porém, o vírus pode ser transmitido por transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno ou da gestante para o bebê.
A maioria das pessoas infectadas não desenvolve sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 20% dos infectados apresentam algum sinal da doença, geralmente de forma leve.
Em muitos casos, o quadro melhora espontaneamente. Entretanto, existe uma pequena parcela de pacientes que pode desenvolver a chamada doença neuroinvasiva, quando o vírus atinge o sistema nervoso.
As formas graves podem provocar encefalite, meningite ou paralisia flácida aguda. Também podem ocorrer fraqueza muscular intensa, alterações do estado mental, convulsões, problemas de coordenação e outras manifestações neurológicas.
De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente um em cada 150 infectados desenvolve uma forma neurológica grave.
Por isso, uma pessoa que apresenta febre acompanhada de confusão mental, fraqueza intensa, dificuldade para se movimentar, convulsões ou outros sintomas neurológicos deve procurar atendimento médico rapidamente.
A doença ganhou destaque nesta segunda-feira após São Paulo confirmar seus primeiros dois casos humanos de Febre do Nilo Ocidental.
Um deles envolve uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que apresentou a infecção após uma viagem à região amazônica e já se recuperou. O segundo caso é de uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanece internada. As autoridades ainda investigam o provável local de infecção. Os diagnósticos foram confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz.
Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu após desenvolver manifestações neurológicas provocadas pela doença.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.