Canadá prepara resposta às novas tarifas anunciadas por Trump
O Canadá deve apresentar nesta terça-feira (25) sua resposta às novas tarifas sobre aço e automóveis anunciadas pelo presidente Donald Trump, após negociações fracassadas com os Estados Unidos.
Desde seu retorno à Casa Branca, no início de 2025, Trump vem intensificando a guerra comercial e chegou a afirmar que o Canadá se aproveita da generosidade de Washington, tanto em questões comerciais quanto militares.
A partir de 1º de janeiro de 2027, "todos os carros, caminhões, grandes e pequenos, autopeças e aço terão suas tarifas aumentadas em 50% ", explicou Trump em sua rede social, a Truth Social.
O assunto é destaque nos jornais franceses desta terça-feira. Le Monde ressalta a mudança de postura do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, que, segundo o diário, "não hesita mais em falar de guerra para descrever o impasse comercial entre seu país e os Estados Unidos".
De acordo com a reportagem, Carney fez questão de enfatizar a soberania do Canadá depois que a proposta de Trump fez alusão a condições consideradas inaceitáveis. Os Estados Unidos teriam o direito de opinar sobre acordos futuros do Canadá com outros países e também teriam imposto restrições à regulamentação que protege a língua francesa no país vizinho.
"Não deixaremos nenhum país decidir o nosso futuro", declarou Carney, com o apoio da oposição.
Ottawa promete reagir "na mesma moeda": a partir de 8 de setembro, novas tarifas serão aplicadas às exportações americanas, especialmente de aço e produtos lácteos.
O La Croix destaca que a guerra comercial pode custar caro ao Canadá, que destina 70% de suas exportações aos Estados Unidos. No entanto, Ottawa não esqueceu, até hoje, o desejo de Trump de transformar o Canadá no 51º estado americano, afirma o jornal.
Atualmente, 60% dos canadenses apoiam uma "linha dura" diante de Washington, segundo uma sondagem publicada em meados de agosto.
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