sexta-feira, 14 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Baixas doses de soda cáustica aumentam a produção de biogás a partir de resíduos de banana Teste genético muda rumo de câncer hereditário em família acompanhada por 20 anos José Goldemberg é homenageado como Personalidade Acadêmica do Ano pelo Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 VÍDEO | Sachês de amido liberam fertilizante de forma controlada Pós-Graduação em Entomologia em Saúde Pública está com inscrições abertas Encontro Nacional de Mulheres no Agronegócio Petrobras acha hidrocarbonetos a 175 km da costa do Amapá EPR Via Mineira lucra R$ 45,2 milhões no segundo trimestre, alta de 8,8% Serena Geração tem lucro ajustado de R$ 79,5 milhões no segundo trimestre, alta de 97% Vibra lucra R$ 2,29 bilhões entre abril e junho, alta de 365,1% Baixas doses de soda cáustica aumentam a produção de biogás a partir de resíduos de banana Teste genético muda rumo de câncer hereditário em família acompanhada por 20 anos José Goldemberg é homenageado como Personalidade Acadêmica do Ano pelo Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 VÍDEO | Sachês de amido liberam fertilizante de forma controlada Pós-Graduação em Entomologia em Saúde Pública está com inscrições abertas Encontro Nacional de Mulheres no Agronegócio Petrobras acha hidrocarbonetos a 175 km da costa do Amapá EPR Via Mineira lucra R$ 45,2 milhões no segundo trimestre, alta de 8,8% Serena Geração tem lucro ajustado de R$ 79,5 milhões no segundo trimestre, alta de 97% Vibra lucra R$ 2,29 bilhões entre abril e junho, alta de 365,1%
Últimas

A universidade pública brasileira ainda tem pavor do laicismo

Folha de S.Paulo ·
A universidade pública brasileira ainda tem pavor do laicismo

Doutor em história, é autor de 'Cowboys do Asfalto: Música Sertaneja e Modernização Brasileira' e 'Simonal: Quem Não Tem Swing Morre com a Boca Cheia de Formiga'

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Neste mês de agosto, a Universidade Federal de Pernambuco comemora 199 anos. A data celebra a fundação da Faculdade de Direito do Recife, em 1827, que mais tarde seria incorporada à UFPE.

É de fato uma data importante que merece ser celebrada, esquentando-se os tamborins para o bicentenário no ano que vem. Entre as diversas comemorações, uma em especial chamou a atenção —a celebração de um culto ecumênico.

O convite veio por email oficial e também foi postado na página da UFPE no Instagram . O culto aconteceu nesta sexta-feira (14), no auditório da reitoria em Recife, a poucos metros do gabinete do reitor. Contou com a presença de um padre católico , um pastor evangélico , um reverendo anglicano , um babalorixá do candomblé e uma representante espírita .

Sou professor da UFPE há mais de dez anos. Antes disso, cursei graduação, mestrado e doutorado em universidade pública. Também fui professor substituto em instituições superiores públicas no Maranhão, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. E várias vezes me espantei com a penetração da religião na academia brasileira. Há desde as formas mais ingênuas às mais sofisticadas.

Entre as mais banais, todo ano presencio um fato que sempre me incomoda. Anualmente, há a chegada dos calouros na faculdade onde trabalho e o diretório acadêmico organiza uma apresentação.

Em determinado momento, os veteranos pedem que os calouros se apresentem. A eles são perguntados o nome, a cidade de onde vêm (muitos são de fora) e o signo. Sim, o signo do zodíaco ! Trata-se de uma pergunta sem maiores consequências, mas cuja resposta parece ser a mais esperada pelos místicos de plantão. Os calouros são socializados no misticismo desde o primeiro dia.

A partir daí, a cruzada místico-religiosa vai se avolumando. Nos centros de ciências humanas, não é raro encontrar bancas de alunos jogando tarô para quem quiser conhecer seu futuro idealizado.

Além disso, há também as manifestações místico-religiosas legitimadas por discursos acadêmicos. No polo da UFPE em Caruaru, há uma licenciatura indígena. Quando lecionei em outro curso no mesmo horário, alguns semestres atrás, minhas aulas concorriam com os cantos da pajelança e da toré.

São tradições dos povos originários que promovem o culto aos "espíritos encantados" da floresta. A cantoria acontecia no jardim ao lado da sala, em pleno período de aula. Todos eram obrigados a tolerar os cantos e batucadas sob pena de parecerem "intolerantes" à cultura de um povo originário e serem cancelados pelas divindades de plantão.

A crítica aqui não é ao fato de os performantes serem indígenas, mas aos aspectos místico-religiosos da manifestação em terreno universitário. Se fossem senhoras de terço na mão rezando a novena ou muçulmanos fazendo a salah, seria igualmente problemático.

Ler a notícia completa no Folha de S.Paulo ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

Mais de Folha de S.Paulo

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›