Como os mercados financeiros reagiram à 'super terça política'
Siga UOL Economia no Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A ausência de decisão final na sessão do STF (Supremo Tribunal Federal), que definiria se o ministro Alexandre de Moares seria investigado por possível envolvimento no caso do banco Master, levou os mercados financeiros a ignorarem ligeiramente a influência política na abertura da sessão para voltar a atenção nas decisões de política monetária no Brasil e Estados Unidos, que serão divulgadas hoje.
A partir desta quarta-feira, 16, o UOL Economia fará entradas ao vivo no programa UOL News, com a participação de jornalistas do time de economia, colunistas e editores para falar sobre aspectos de finanças, negócios e ampla economia.
Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos reúnem suas diretorias nos encontros regulares em que definem as taxas básicas de juros nas duas economias. Quando as agendas dos dois órgãos coincidem de acontecer no mesmo dia, o evento é batizado de 'super quarta-feira'.
No Brasil, aposta é de um mais um corte mínimo dos juros. É quase unânime a expectativa dos agentes financeiros de que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduza a taxa Selic dos atuais de 14% ao ano para 13,75% ao ano. Se confirmada, será a quinta redução seguida.
Ainda assim, a taxa real de juros brasileira segue perto do maior patamar em duas décadas e entre as maiores do mundo. O Banco Central brasileiro foi o primeiro a elevar juros a partir de 2024, quando a inflação aqui já estava muito acima da meta, que é de 3% ao ano.
Nos Estados Unidos, aposta predominante é de aumento de juros. Para 92,5% dos analistas, o Federal Reserve, Banco Central dos EUA, vai elevar as taxas de referência em 0,25 ponto percentual, da atual faixa de 3,50% a 3,75% ao ano para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, mostra a ferramenta de monitoramento do CME Group.
Se confirmada a expectativa, será o primeiro aumento de juros desde julho de 2023 e, agora, o primeiro do novo chairman. Kevin Warsh, indicado por Donald Trump, já vinha alertando que terá trabalho a fazer, caso as projeções de inflação não recuem.
A taxa vinha sendo mantida estável nos encontros anteriores, entre janeiro e junho, após três reduções consecutivas entre setembro e dezembro de 2025.
A expectativa de aumento dos juros americanos já influencia os rendimentos das aplicações. Os títulos dos Tesouro americano rondam a maior taxa desde 2007. Segundo analistas, as tensões no Oriente Médio ampliam as preocupações com preços de energia e inflação, em um cenário que torna mais provável a alta de 0,25 ponto percentual dos juros pelo Federal Reserve.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.