MEI: novo teto pode ajudar trabalhadores a conquistar mais clientes, diz economista
O aumento do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) pode abrir espaço para que trabalhadores autônomos ampliem a carteira de clientes, emitam mais notas fiscais e expandam seus negócios sem ultrapassar o teto da categoria.
A avaliação é do economista Mário Marques, professor e coordenador científico do programa Grande École da SKEMA Business School, em Belo Horizonte.
O Senado aprovou , em 15 de outubro, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 186/2026, que eleva progressivamente o limite anual de receita bruta do MEI .
O teto atual, de R$ 81 mil, passaria a R$ 110 mil em 2027 e chegaria a R$ 140 mil em 2028 .
A proposta também amplia de um para dois o número de empregados permitido em determinadas atividades.
O texto aguarda sanção presidencial .
Na avaliação de Marques, a mudança pode ajudar especialmente quem encontra no limite de faturamento um obstáculo para aceitar novos trabalhos.
“Isso permite que ele emita mais notas fiscais e que evite recusar cliente por estourar o limite do MEI”, explica o economista.
Atualmente, o teto de R$ 81 mil corresponde a uma média de R$ 6.750 por mês.
Com o limite anual de R$ 140 mil, previsto para 2028, a média mensal equivalente seria de aproximadamente R$ 11.667.
O novo patamar daria mais margem para atender à demanda, sem que o empreendedor precise deixar o regime do MEI apenas por ultrapassar o limite atual .
A mudança pode ser relevante para prestadores de serviços, profissionais autônomos e pequenos comerciantes que já possuem clientela e veem o faturamento crescer.
Com mais espaço para registrar receitas, esses trabalhadores poderiam aceitar novos pedidos e ampliar a operação dentro do enquadramento simplificado.
Mais espaço para crescer O benefício depende da demanda por produtos e serviços, das condições de cada atividade e da capacidade de organização do negócio.
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