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Como o Banco Master usou empresa de R$ 100 para simular R$ 7,15 bilhões em consignados, segundo a PF

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Como o Banco Master usou empresa de R$ 100 para simular R$ 7,15 bilhões em consignados, segundo a PF

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master Uma empresa criada com apenas R$ 100 de capital social, sem funcionários, sem movimentação bancária efetiva e sem estrutura operacional compatível com bilhões de reais em créditos foi usada pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, para simular a origem de R$ 7,155 bilhões em empréstimos consignados, segundo a Polícia Federal.

A Tirreno aparecia nos documentos como responsável por originar e ceder as carteiras de crédito ao Master.

Mas, segundo a perícia da PF, o dinheiro das cessões não foi efetivamente transferido para a empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os valores eram registrados internamente pelo próprio banco, enquanto mais de 1 milhão de contratos eram lançados no sistema do Master para formar uma carteira de crédito atribuída à Tirreno.

A investigação identificou ainda padrões incomuns nesses contratos, empregadores com inconsistências cadastrais e a produção, dentro da própria estrutura do Master, de documentos em escala para dar suporte às operações.

Os créditos eram posteriormente revendidos ao Banco de Brasília (BRB), que inicialmente comprou as carteiras sem a devida checagem e, só mais tarde, passou a exigir documentos para comprovar a existência das operações.

Linha do tempo do esquema entre Master, Tirreno e BRB De R$ 100 para R$ 30 milhões: capital cresceu no papel A Tirreno começou como SX 016 Empreendimentos e Participações S.A., criada em 1º de outubro de 2024 com R$ 100 de capital social.

Apenas R$ 10 haviam sido efetivamente colocados na empresa: R$ 5 por cada um dos sócios fundadores, Daniel Moreira Bezerra e Katia Caroline Cunha Silva.

Os outros R$ 90 ficaram previstos para pagamento posterior.

Em dezembro de 2024, a empresa mudou de nome e passou a se chamar Tirreno Consultoria Promotora de Crédito e Participações S.A.

Também mudou de atividade e passou a atuar formalmente com consultoria de vendas e promoção de crédito.

Na mesma ocasião, foi aprovado um aumento de capital que elevaria o valor declarado da empresa de R$ 100 para R$ 30 milhões.

O valor seria colocado na empresa por Henrique S.

S.

Peretto em até 12 meses.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.

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