Lula cobra votação da PEC do fim da 6x1 no Senado e culpa oposição liderada por Flávio por atraso
Comissão aprova fim da escala 6x1 e votação vai para última etapa O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, nesta quinta-feira (3), o fim da escala de trabalho 6x1, e criticou o fato de a proposta não ter sido votada no plenário do Senado.
Na publicação, ele também responsabilizou o grupo político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo atraso.
"Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta", afirmou Lula em uma rede social.
A declaração foi feita um dia depois de a proposta avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas não chegar ao plenário da Casa.
A PEC, que prevê o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso, foi aprovada pela CCJ nesta quarta-feira (2).
Com isso, o texto ficou pronto para ser analisado pelos senadores no plenário.
O governo pressionava para que a votação fosse concluída ainda nesta semana, durante o esforço concentrado do Senado.
O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no entanto, não incluiu a proposta na pauta.
Em sua manifestação, Lula não citou nominalmente Alcolumbre, diferente do que fez anteriormente, após se reunir com a cúpula do Congresso para articular o avanço das pautas prioritárias para o governo.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)(c), entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasi-AP)(e), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos- PB), durante a cerimônia de assinatura da medida provisória da reforma do setor elétrico, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 21 de maio de 2025.
Pelas regras propostas, beneficiários da Nova Tarifa Social de Energia não vão pagar contas de luz com faixa de consumo de até 80 kWh.
A mudança foi anunciada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em 21/05/2025 Wilton Junior/Estadão Conteúdo Por que a proposta parou? Um dos principais pontos foi a falta de segurança sobre o número de votos necessários para aprovar a PEC.
Segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alcolumbre questionou os governistas sobre a segurança dos votos antes de levar a proposta ao plenário.
Depois de fazer uma nova checagem entre os senadores, foi avaliado que não havia garantia dos votos necessários para aprovar o texto e decisão foi de não arriscar uma derrota.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.