O que é o protocolo DVI, usado para identificar vítimas do acidente no PR
A Polícia Científica do Paraná acionou o protocolo internacional DVI para identificar as vítimas do acidente na BR-373, em Ipiranga (PR), na madrugada desta quarta-feira (19).
DVI é a sigla em inglês para Disaster Victim Identification, um conjunto de regras usado em desastres com múltiplas vítimas. A ideia é padronizar o trabalho para que cada corpo e cada vestígio sejam localizados, registrados, coletados e vinculados corretamente a uma pessoa.
O protocolo organiza a identificação em etapas e combina diferentes técnicas periciais. A Polícia Científica informou que o processo pode incluir confronto com bases oficiais de identificação biométrica e outros métodos técnico-científicos, e que o prazo varia conforme a técnica aplicada em cada caso.
Por envolver checagens e cruzamento de dados, o DVI busca reduzir erros em situações de grande complexidade. Por isso, a instituição diz que só confirma mortes e identidades depois de concluir os procedimentos com segurança e comunicar autoridades e famílias.
No Paraná, equipes de unidades técnico-científicas de Ponta Grossa, Curitiba e Guarapuava foram mobilizadas para atuar na ocorrência. Além de apurar causas e dinâmica do acidente, os profissionais fazem o trabalho de documentação e coleta no local antes do envio dos corpos para exames.
Após a etapa na rodovia, os corpos seguem para a unidade da Polícia Científica em Ponta Grossa, onde são feitos os exames periciais. A investigação do caso é conduzida pela Polícia Civil do Paraná, com apoio operacional da Polícia Militar, e novas informações devem ser divulgadas conforme a confirmação dos dados.
O acidente envolveu um micro-ônibus e uma carreta e levou as autoridades a montar uma operação para remoção e reconhecimento dos corpos. Um comboio com seis caminhões levou as vítimas para a sede da Polícia Científica em Ponta Grossa, e equipes de três cidades foram acionadas para o trabalho.
As autoridades afirmam que a orientação a familiares é procurar a Polícia Científica para o reconhecimento e coleta de informações. O procedimento inclui coleta de DNA e registro de desaparecidos junto aos parentes, dentro das regras do protocolo padronizado pela Interpol.
Ao menos 23 mortes foram confirmadas no local, e a maioria das vítimas estava no micro-ônibus da Prefeitura de Imbituva. O motorista do caminhão também morreu na colisão, e feridos foram encaminhados ao Hospital Regional dos Campos Gerais.
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