Crítica: “A Última Casa” desperdiça uma boa ideia em um thriller sem identidade
(Foto: Reprodução/X/Netflix) Há filmes que precisam de vinte minutos para explicar por que merecem a nossa atenção.
“A Última Casa” precisa de poucos segundos.
A ideia central é ótima: uma família acorda e descobre que não pode mais sair de casa.
Ninguém sabe exatamente o que aconteceu, ninguém consegue explicar o fenômeno e, principalmente, ninguém sabe quanto tempo aquela situação vai durar.
Lembra a pandemia, não é mesmo? É uma premissa simples, claustrofóbica e cheia de possibilidades dentro do gênero de horror.
Daquelas que fazem o espectador pensar imediatamente em tudo o que poderia acontecer quando quatro paredes deixam de representar segurança e passam a significar confinamento.
E justamente por isso é tão frustrante perceber o que o filme faz com essa ideia.
O longa começa prometendo um suspense de sobrevivência com atmosfera de terror, passa por uma ficção científica que flerta com o terror cósmico, assume por alguns momentos uma cara de drama familiar e, quando parece que finalmente vai decidir qual história quer contar, resolve virar quase um filme de ação .
É como se alguém tivesse colocado várias ideias interessantes dentro de uma sala, trancado todas juntas e esperado que, de alguma maneira, elas encontrassem uma convivência harmoniosa, mas não encontraram.
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