Com quase 2,7 quilômetros de comprimento e um vão principal sustentado por cabos, esta ponte foi construída sobre uma região sujeita a terremotos e ventos fortes, mantendo a navegação pelo Golfo de İzmit
Torres de 252 metros, fundações marítimas e um vão suspenso de 1.550 metros transformaram a travessia do Golfo de İzmit
Entre as margens do Golfo de İzmit, no noroeste da Turquia, duas torres metálicas com 252 metros de altura sustentam uma travessia que encurtou drasticamente uma rota terrestre antes obrigada a contornar toda a baía. A Ponte Osman Gazi possui 2.682 metros de comprimento e um vão central suspenso de 1.550 metros. Além das dimensões, seu projeto precisou considerar a proximidade da Falha da Anatólia do Norte, solos marinhos complexos, ventos sobre o golfo e impactos associados ao tráfego de grandes navios.
A estrutura é uma ponte suspensa de três vãos. O trecho central alcança 1.550 metros, enquanto os vãos laterais têm aproximadamente 566 metros cada. Dois cabos principais passam pelo topo das torres e recebem os pendurais verticais que sustentam o tabuleiro metálico onde ficam três faixas de tráfego em cada sentido.
Essa configuração permite manter os grandes apoios afastados do canal central da baía, deixando um espaço amplo para navegação. Quando inaugurada, em 2016, seu vão principal estava entre os maiores já construídos para uma ponte suspensa, evidenciando por que a obra exigiu soluções de engenharia muito além de uma travessia rodoviária convencional.
As torres elevam os cabos principais para criar a geometria necessária ao vão de 1.550 metros. A partir deles, dezenas de pendurais transferem o peso do tabuleiro, dos veículos e das ações ambientais para os cabos, que conduzem os esforços até as torres e enormes blocos de ancoragem nas extremidades.
O vídeo oficial da IHI, empresa responsável pelo contrato EPC da ponte, acompanha diferentes etapas da construção e mostra torres, cabos, fundações marítimas e montagem do tabuleiro sobre o Golfo de İzmit.
As duas torres não ficam simplesmente apoiadas sobre estacas convencionais. Cada uma utiliza um enorme caixão pré-fabricado de concreto instalado aproximadamente 40 metros abaixo do nível do mar, sobre uma camada preparada de cascalho. Abaixo dela, o solo foi melhorado com inclusões de estacas metálicas de cerca de 35 metros.
A solução foi pensada especialmente para eventos sísmicos severos. O projeto permite deslocamentos limitados entre o caixão, o cascalho e o terreno, ajudando a dissipar energia e evitando transmitir forças excessivas para as torres e o restante da estrutura. Essa preocupação é essencial porque a ponte está próxima da ativa Falha da Anatólia do Norte.
O dimensionamento geotécnico considerou forças sísmicas horizontais da ordem de centenas de meganewtons nas fundações das torres. Os projetistas também analisaram o risco de colisão marítima, incluindo um navio de projeto de 160 mil toneladas de porte bruto. Isso exigiu combinar resistência estrutural com uma fundação capaz de responder de maneira controlada.
Parte dessa complexidade deriva da geologia local. Camadas de areia e argila apresentam propriedades diferentes ao longo da travessia, incluindo materiais suscetíveis à liquefação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.