Construída para produzir energia a partir de um rio que pode transportar volumes gigantescos de água, esta barragem exigiu milhões de metros cúbicos de concreto e abriga turbinas capazes de gerar potência equivalente à de várias grandes usinas trabalhando juntas
O desvio do rio Paraná, 20 unidades geradoras e milhões de metros cúbicos de concreto revelam a escala da maior obra energética binacional da região
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Na fronteira entre Brasil e Paraguai, uma das maiores obras de engenharia hidrelétrica do planeta transforma continuamente a força do rio Paraná em eletricidade. A Usina de Itaipu possui 20 unidades geradoras, 14.000 MW de potência instalada e uma barragem que se estende por quase 8 quilômetros. Para construir esse conjunto, engenheiros precisaram desviar temporariamente o rio, escavar dezenas de milhões de metros cúbicos de material e lançar mais de 12 milhões de metros cúbicos de concreto.
Antes que a barragem principal pudesse ocupar o leito original, era necessário retirar a água da área de construção. Para isso, foi escavado um enorme canal de desvio na margem esquerda. Em 14 de outubro de 1978, explosões removeram as barreiras que separavam o canal do rio, permitindo que grande parte do Paraná passasse pelo novo caminho.
Com o trecho original parcialmente seco, equipes puderam avançar sobre fundações, barragem e casa de força. Somente as obras civis envolveram dezenas de milhões de metros cúbicos de escavações em terra e rocha. Em 1982, o canal de desvio foi fechado para iniciar a formação do reservatório, etapa decisiva para colocar a hidrelétrica em funcionamento.
O complexo possui 20 unidades geradoras, cada uma com 700 MW de potência instalada. Dez trabalham em 50 Hz e dez em 60 Hz, característica relacionada aos sistemas elétricos dos dois países. Cada unidade reúne turbina, gerador e equipamentos auxiliares capazes de converter uma enorme vazão de água em eletricidade.
Este registro histórico do Arquivo Nacional mostra as obras de Itaipu ainda em 1977, com imagens do enorme canteiro necessário antes da conclusão da barragem e do início da geração de energia.
A água armazenada no reservatório entra pelos condutos forçados e desce em direção às turbinas. Cada conduto possui cerca de 142 metros de comprimento e mais de 10 metros de diâmetro interno. A pressão e o movimento da água fazem girar a roda da turbina Francis, convertendo energia hidráulica em movimento mecânico.
O eixo transmite essa rotação ao gerador, que transforma energia mecânica em eletricidade. Cada turbina foi projetada para trabalhar com vazões próximas de centenas de metros cúbicos por segundo. Depois de atravessar a máquina, a água retorna ao Paraná, enquanto a energia segue para transformadores e sistemas de transmissão.
Fontes da própria Itaipu registram aproximadamente 12,3 milhões de metros cúbicos de concreto na estrutura, enquanto publicações técnicas históricas apresentam cerca de 12,7 milhões de metros cúbicos considerando as obras civis. A diferença decorre do critério adotado para contabilizar diferentes partes do empreendimento.
Esses números ajudam a entender por que Itaipu exigiu uma infraestrutura comparável à de várias grandes obras reunidas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.