Programas de Lula e Flávio divergem em economia e segurança
Os programas de governo de Lula ( PT ) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas semelhantes em áreas como saúde, tecnologia, creches, infraestrutura e energia, mas divergem na política econômica, na segurança pública, na tributação, no papel do Estado e na relação entre os Poderes.
O programa de Lula está organizado em 13 eixos.
O de Flávio reúne propostas para áreas como segurança, economia, educação, saúde, infraestrutura, meio ambiente e gestão pública.
Economia e papel do Estado Na economia, Lula propõe manter o arcabouço fiscal e as políticas sociais, além de ampliar a tributação sobre os mais ricos e reduzir o peso dos impostos sobre os mais pobres.
O programa defende a implementação da reforma tributária do consumo, com a substituição de cinco tributos por dois, a isenção da cesta básica e um mecanismo de cashback para os mais pobres.
Flávio, por outro lado, propõe reduzir a dívida pública e as despesas, com reforma administrativa, revisão das regras fiscais e redução de impostos.
O plano prevê alterações na reforma tributária para diminuir a carga sobre a produção e o consumo e estabelece como objetivos a geração de superávits primários e a redução da dívida pública.
A diferença também aparece na participação do Estado na economia.
Enquanto Lula prevê investimentos articulados entre orçamento federal, empresas estatais, setor privado e financiamentos e defende maior capacidade de planejamento estatal em áreas estratégicas, Flávio propõe profissionalizar a gestão das estatais e retomar o Programa Nacional de Desestatização, com avaliação individual das empresas para definir onde a presença do Estado deixou de ser necessária.
Segurança pública Na segurança pública, Lula propõe integrar União, estados e municípios, fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública, ampliar o uso de inteligência e investigação, controlar armas e combater organizações criminosas e rotas internacionais do tráfico.
O programa também prevê ampliar as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado.
Flávio concentra o primeiro eixo de seu plano na segurança e propõe medidas de maior rigor penal.
Entre elas estão classificar PCC, Comando Vermelho, milícias e outras facções como organizações narcoterroristas, reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos e punir maiores de 14 anos que cometerem crimes graves.
O programa prevê ainda cinco novos presídios federais de segurança máxima e 500 mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos.
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