Colômbia: sobe para 273 mortes em terremoto, enquanto governo limita ajuda internacional
O balanço mais recente do Posto de Comando Unificado sobre o terremoto que atingiu a região oeste da Colômbia divulgado nesta quinta-feira (13/08) registra pelo menos 273 mortes, 3.824 pessoas feridas e 377 desaparecidas em decorrência da tragédia. O abalo sísmico de magnitude 7,4 aconteceu no início da semana, com epicentro em San José del Palmar, região de Chocó.
Em termos de infraestrutura e serviços, o desastre nacional resultou na destruição de 12.584 casas, enquanto 74.873 ficaram danificadas. O colapso também impactou 172 prédios, 2.198 centros educacionais, 825 centros comunitários e 216 centros de saúde. Além disso, afetou 71 aquedutos, 29 margens e cinco aeroportos.
Socorristas trabalham intensamente nas cidades de Cali e Pereira, as mais atingidas pelo terremoto. Nas últimas horas, unidades caninas também se juntaram às equipes de busca, oferecendo um recurso crucial para localizar sobreviventes sob edifícios desabados.
Socorristas trabalham intensamente nas cidades de Cali e Pereira, as mais atingidas pelo terremoto na Colômbia RS/Fotos Públicas
Por exemplo, a presidente do México, Claudia Sheinbaum confirmou nesta quinta-feira que a gestão colombiana não autorizou a entrada da brigada de resgate do Exército mexicano . De acordo com ela, a Secretaria de Defesa Nacional não obteve permissão para realizar a mobilização porque as autoridades colombianas solicitaram uma certificação adicional, sem especificar qual documento seria necessário ou qual autoridade deveria emiti-lo.
“Pediram certificação por parte da Colômbia. Estão certificados, mas agora pedem outra certificação”, explicou, acrescentando que o grupo “está pronto para partir a qualquer momento”.
O governo colombiano, por meio do diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos (UNGRD), David Tamayo, justificou a escolha dos países aliados, alegando que somente nações que apresentam capacidade comprovada de mobilizar equipes de busca e resgate, reconhecidas com padrão internacional de atuação, são autorizadas a participar da operação.
Por sua vez, o chanceler colombiano Omar Bula negou que o governo de De la Espriella tenha tomado decisões com base em motivos ideológicos. “Não excluímos absolutamente nenhum país. Em relação às ofertas que nos foram feitas, trabalhamos com países sem qualquer consideração ideológica ou política e aceitamos e agradecemos profundamente sua ajuda”.
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