Produção do helicóptero usado nas tragédias de Brumadinho e no RS é encerrada no Brasil
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Foi emblemática a imagem de três grandes helicópteros praticamentes iguais no aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte , durante a tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho (MG) , em 2019. Havia uma sutil diferença entre eles: as marcas do Exército, da FAB (Força Aérea Brasileira) e da Marinha. Eram do mesmo modelo, fabricanos na também mineira Itajubá, cuja última unidade está em produção.
A fabricação do helicóptero militar H225M chega ao fim na planta da Helibras , após 47 unidades produzidas a partir de um acordo de cooperação entre Brasil e França.
Em 2008, o governo Lula (PT), em seu segundo mandato, encomendou 50 dessas aeronaves em um contrato na época orçado em 1,85 bilhão de euros (cerca de R$ 11,2 bilhões na cotação de hoje).
O fim da produção ocorre antecipadamente porque as Forças Armadas pediram algumas mudanças no fim do contrato.
O total de 50 aeronaves encomendadas não será atingido, faltarão três. O Exército preferiu concluir sua parte no acordo com um contrato de manutenção. Aeronáutica e Marinha vão levar no lugar 15 e 12 unidades, respectivamente, de helicópteros H125, que são menores e têm outras funções.
Chamado de programa H-XBR, o contrato com um consórcio formado na época com o fabricante Eurocopter, previa, além da produção dos EC725 (rebatizado no Brasil para H225M, na versão militar) para as três Forças e para a Presidência da República.
Ele também garantia transferência de tecnologia e que ao menos metade da aeronave fosse nacionalizada, o que ocorreu.
O programa representa uma virada de chave para a fabricante, que é uma subsidiária brasileira da gigante europeia Airbus .
"Esse projeto virou a página da história da Helibras e da indústria de helicópteros no Brasil", afirma Amaury Cardoso Bastos Júnior, presidente da empresa. "Com ele conseguimos duplicar nossa capacidade industrial", diz.
Com produção iniciada em 2012, o primeiro deles foi entregue em 2014 para a Marinha. O último, destinado à FAB, está na linha de montagem que será usada para a fabricação de outro modelo da Airbus.
Para o executivo, o término da produção do H225M não significa o fim de uma era da aviação no país. "É a conclusão de uma etapa de sucesso", diz. "Temos do início ao fim, de toda concepção do projeto, transferência de tecnologia, preparação de equipes e a finalização com a última entrega."
Cada força deu um nome diferente para o seu H225M. No Exército, é chamado de HM-4 Jaguar. Na FAB, de H-36 Caracal. E na Marinha, de UH-15 Super Cougar.
No Exército, as 15 aeronaves estão distribuídas em São Paulo, Amazonas e Pará.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.