Rússia nega “ataque à Otan” e classifica alerta da CIA como “espantalho”
A Rússia, por meio de seu governo, negou veementemente nesta quinta-feira (27) qualquer intenção de atacar países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O posicionamento de Moscou surge após o diário americano The Wall Street Journal publicar uma reportagem indicando que a visita surpresa do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, John Ratcliffe, à capital russa, teria o objetivo de advertir contra uma eventual incursão militar contra a aliança.
A Rússia nega ataque à Otan, refutando notícias de que a CIA teria emitido um alerta a Moscou.
O Kremlin, por meio de seu porta-voz Dmitry Peskov, classificou as reportagens sobre os planos russos como “espantalhos” e “distorção da realidade”.
A visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou gerou especulações sobre os reais motivos e o estado das relações entre EUA e Rússia.
No entanto, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que as notícias divulgadas “não têm a ver com a realidade” e servem apenas como “espantalhos” para instigar o medo.
“Há muitas histórias alarmistas desse tipo sendo publicadas agora, mas elas não têm nada a ver com as intenções da Federação Russa”, reforçou Peskov.
O porta-voz ainda argumentou que, na verdade, é a Rússia quem enfrenta uma “política muito agressiva por parte dos países europeus”.
“Especulações em contrário são uma distorção da realidade e simplesmente notícias infundadas, nada mais.
Não precisamos de escalada militar porque já estamos avançando”, concluiu Peskov, enfatizando a postura russa.
A CIA alertou a Rússia sobre a Otan? De acordo com a matéria do Wall Street Journal, John Ratcliffe esteve em Moscou na última terça-feira (25) com o propósito específico de alertar a Rússia para que não atacasse a Otan.
Isso ocorreu em meio a rumores de que o regime de Vladimir Putin estaria considerando lançar uma ação militar limitada para “testar a determinação” da aliança em defender seu território.
Os países que estariam prioritariamente na mira de uma eventual ofensiva seriam Estônia, Letônia e Lituânia.
Estas são ex-repúblicas soviéticas que atualmente são membros da Otan e da União Europeia, além de fazerem fronteira com a Rússia.
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