quarta-feira, 26 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Israel cria think tank falso para influenciar respostas de IA, revela jornal Trump envia acordo nuclear com Arábia Saudita para revisão do Congresso Oposição argentina marca visita ao Brasil para reatar diálogo após ataques de Milei Negro Matapacos: o cão que se tornou símbolo da luta popular no Chile Tarifaço contra Canadá ameaça encarecer de automóveis até itens básicos de higiene nos EUA Meta não filtra informações falsas sobre eleições brasileiras no Facebook, aponta estudo Socialismo e capitalismo: o duplo padrão do jornalismo contra Cuba Quais são as ‘conotações marxistas’ da Palantir? Campo da Petrobras na Bacia de Santos bate recordes de exportação de gás em agosto Avalanche em fronteira entre Nepal e China gera devastação e ao menos 95 mortes Israel cria think tank falso para influenciar respostas de IA, revela jornal Trump envia acordo nuclear com Arábia Saudita para revisão do Congresso Oposição argentina marca visita ao Brasil para reatar diálogo após ataques de Milei Negro Matapacos: o cão que se tornou símbolo da luta popular no Chile Tarifaço contra Canadá ameaça encarecer de automóveis até itens básicos de higiene nos EUA Meta não filtra informações falsas sobre eleições brasileiras no Facebook, aponta estudo Socialismo e capitalismo: o duplo padrão do jornalismo contra Cuba Quais são as ‘conotações marxistas’ da Palantir? Campo da Petrobras na Bacia de Santos bate recordes de exportação de gás em agosto Avalanche em fronteira entre Nepal e China gera devastação e ao menos 95 mortes
Últimas

Tim Curry me mostrou quão maravilhosa poderia ser a vida fora do armário

UOL Notícias ·
Tim Curry me mostrou quão maravilhosa poderia ser a vida fora do armário

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Eu lembro bem da primeira vez que vi "The Rocky Horror Picture Show" . Era um adolescente gay, que começava a entender a própria sexualidade e que resolveu buscar refúgio nos filmes. Assistia a todo tipo de obra queer que encontrava na internet, sozinho no quarto, com o notebook sobre o colo.

Até que me deparei com a imagem de Tim Curry, morto nesta quarta-feira (26) aos 80 anos , com suas pernas esticadas sobre lábios vermelhos gigantes, diante de um fundo preto. Ele me olhava lascivamente, com sombra escura ao redor dos olhos.

Eram olhos que pareciam provocar o espectador, querer tirar uma confissão dele. Mais tarde eu entenderia que era justamente esse o objetivo de seu personagem, Frank-N-Furter, "uma doce travesti vinda de Transexual, Transilvânia", no musical cult de 1975.

Na era pré-streaming, o jeito foi baixar o longa de um site qualquer. Ir a uma loja para alugar ou comprar o DVD com capa de homem vestido de corselet de couro e meia-arrastão? Nem pensar.

Foi assim que me rendi ao "prazer absoluto" –como entoa Frank-N-Furter numa das canções do musical, "Rose Tint My World"– de "The Rocky Horror Picture Show" pela primeira vez.

A sensação, ao terminar, foi arrebatadora. São poucos os filmes que te fazem sentir assim, num estado de êxtase absoluto. E esse o fez por dois motivos.

Não só era uma ousadia cinematográfica extremamente original –mérito do diretor, Jim Sharman, e do criador da história e da trilha sonora, Richard O’Brien –, como também falava diretamente com aquele garoto cheio de incertezas e medos.

No papel mais estranho de uma carreira repleta de personagens excêntricos, Tim Curry me mostrou quão maravilhosa era a vida fora do armário. Ele pintou meu mundo de rosa, como diz aquela mesma canção, a que deixa claro que, por trás de toda a esquisitice de "The Rocky Horror Picture Show", há um coração pulsante e uma reflexão profundamente sensível.

Na trama e fora dela, Frank-N-Furter quer mesmo é tocar o terror, seduzir mocinhos como Brad e Janet para que eles experimentem tudo aquilo que está fora do comercial de margarina heterossexual que se cria na cabeça das pessoas. E isso é muito por mérito de Curry, para quem o papel de cientista maluco gótico foi escrito, ainda no teatro .

Antes um espetáculo em Londres e, depois, na Broadway , "The Rocky Horror Picture Show" é fruto de um esforço coletivo de todos aqueles que, numa década de 1970 ainda muito careta para questões LGBTQIA+ , toparam arriscar suas carreiras e vidas públicas naquela aventura sombria, sexy e espalhafatosa que viriam a ser a peça e o filme.

Gente como David Bowie se encantou pelo espetáculo e quis encarnar a "doce travesti" que o protagonizava na adaptação cinematográfica. Mas era Curry, com sua voz marcante, as caras e bocas expressivas, o corpo esguio e o olhar sedutor, quem tinha que levar Frank-N-Furter ao celulóide, eternizando o personagem no que é o filme há mais tempo em exibição no mundo.

Escrito por O’Brien como um cientista alienígena sexualmente ambíguo, Frank-N-Furter foi tomando forma nos ensaios da peça.

Ler a notícia completa no UOL Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

Este assunto em outros veículos

Mais de UOL Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›