Preços do petróleo sobem, de olho no Estreito de Ormuz
Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (27), enquanto os operadores acompanhavam de perto os últimos acontecimentos no Oriente Médio, especialmente no estratégico Estreito de Ormuz.
A cotação do petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em outubro subiu 2,12%, a 89,70 dólares o barril.
Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega no mesmo mês subiu 1,58%, a 83,53 dólares o barril.
No começo desta semana, Irã e Omã, cujos litorais formam o estreito, levam semanas negociando futuros acordos de trânsito e anunciaram que estavam discutindo um acordo-quadro para estabelecer um "corredor temporário" e incluir disposições para uma operação de desminagem da via marítima.
"Os dados sobre o fluxo marítimo seguem indicando que o tráfego pelo estreito representa apenas uma fração dos níveis anteriores à guerra", destaca David Morrison, analista da empresa Trade Nation.
Os Estados Unidos sustentam que dez milhões de barris saem diariamente do estreito, embora vários especialistas considerem este número superestimado.
Os participantes do mercado também acompanham de perto os níveis das reservas mundiais de petróleo "à medida que os países esgotam suas reservas", destaca Morrison.
Segundo um artigo recente publicado no site Axios, que cita funcionários americanos, o governo interino da Venezuela poderia conceder aos Estados Unidos acesso a vários de suas jazidas petrolíferas, consolidando ainda mais o retorno das grandes empresas petroleiras americanas ao país sul-americano.
As reservas estratégicas de petróleo (REP) dos Estados Unidos se encontram, por sua vez, em seu nível mais baixo desde novembro de 1982, como consequência dos esforços do governo para mitigar as interrupções do fornecimento relacionadas com a guerra em curso no Oriente Médio.
No âmbito geopolítico, o mercado também se concentra no front russo, aponta Phil Flynn, do The Price Futures Group.
Segundo veículos de imprensa ucranianos, um ataque contra uma das maiores refinarias da Rússia, de propriedade do grupo Lukoil, provocou um incêndio na quarta-feira.
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