Por que a XP decidiu rebaixar Marcopolo (POMO4) para neutra
A XP Investimentos rebaixou a recomendação de Marcopolo (POMO4) para neutra e definiu preço-alvo de R$ 5 para o fim de 2027, o que implica um potencial de valorização de 10,4%.
Na visão dos analistas, as tendências operacionais recentes sugerem visibilidade limitada para uma recuperação mais clara da lucratividade no curto prazo.
A casa destaca que os dados de produção apontam para um segundo semestre mais fraco, com volumes mais fracos e menor alavancagem operacional mantendo a lucratividade abaixo dos níveis alcançados nos últimos anos.
O cenário contrasta com as expectativas anteriores de uma aceleração sazonal.
Considerando esses fatores, agora a XP projeta uma margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 14,9% e lucro líquido de R$ 950 milhões para 2027, 19% abaixo do consenso.
Os analistas esperam que o ROIC (retorno sobre o capital investido) convirja para níveis mais próximos do custo de capital da Marcopolo nos próximos anos, o que veem como uma premissa implícita justa para a lucratividade estruturalmente.
Por fim, embora as ações da Marcopolo já acumulem queda de 23% no ano, sendo -16% desde os resultados do segundo trimestre, e um valuation relativamente barato também ajude a reduzir riscos adicionais de queda à frente, os analistas esperam que o fraco momentum de lucros no segundo semestre limite o espaço para uma reprecificação mais significativa no curto prazo, o que sustenta a visão Neutra.
Marcopolo admite 2º semestre mais difícil A Marcopolo admite que espera um segundo semestre mais difícil em rentabilidade, haja vista a reação negativa do mercado aos números mais recentes da companhia.
Segundo André Armaganijan , CEO da fabricante de ônibus, o principal fator por trás da pressão nos resultados não é apenas a retração da demanda, mas a mudança na composição das vendas.
O mercado de ônibus urbanos e rodoviários caiu entre 18% e 20% no período analisado pela companhia.
A Marcopolo, porém, afirma ter preservado uma participação relevante nesses segmentos.
Ao mesmo tempo, o mercado de micro-ônibus apresentou crescimento, puxado principalmente por programas como Caminho da Escola e Caminho da Saúde.
O problema é que os micro-ônibus vendidos nesses programas têm menor valor agregado e margens inferiores às de outros produtos do portfólio.
“Essa mudança de mix afeta muito a nossa rentabilidade, porque são produtos de menor valor agregado, são produtos que têm uma margem menor”, afirmou Armaganijan em entrevista ao Money Minds , programa do Money Times no YouTube.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.