Primeira-dama de cidade baiana compartilha texto que associa eleitores de Lula a 'maconheiros' e 'cheiradores'
Prefeito e primeira-dama de Jequié, cidade do sudoeste da Bahia Redes sociais A primeira dama e secretária de Saúde de Jequié, Mariana de Freitas Oliva, publicou nas redes sociais um texto que associa os eleitores do presidente Lula a "pessoas que não querem trabalhar", "maconheiros" e "cheiradores".
A postagem foi feita após a reeleição de Lula no segundo turno das eleições, no domingo (25).
Mariana é casada com o atual prefeito de Jequié, Flavinho Santana (União Brasil).
Ele assumiu a prefeitura da cidade em abril deste ano, após o então prefeito, Zé Cocá (PP), renunciar o cargo para se candidatar ao cargo de vice-governador da Bahia na chapa de ACM Neto (União Brasil).
Flavinho declarou publicamente apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
Em nota emitida nesta segunda-feira (26), a primeira-dama pediu desculpas e disse não ter lido atentamente o texto antes de republicá-lo. (Veja nota completa ao fim da reportagem) A prefeitura de Jequié informou que não emitirá nota institucional sobre o caso, já que a publicação não foi feita nos canais de comunicação oficiais. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Publicação repostada pela primeira-dama de Jequié Redes sociais O texto republicado por Mariana na noite de domingo foi originalmente publicado pelo mentor de posicionamento e imagem João Menna.
A postagem veiculada no perfil da primeira-dama diz: "Hoje comemora quem não produz, não trabalha e não quer trabalhar.
Quem é maconheiro, os artistas cheiradores e estudantes revolucionários que querem gradar amigos e professores".
A publicação ainda sugere que domingo foi "um dia triste para o país" e todos os brasileiros "pagarão a conta".
Na cidade de Jequié, Lula recebeu 64,87% dos votos, enquanto o candidato Flávio Bolsonaro recebeu 35,13%.
A porcentagem de Lula aumentou no segundo turno na cidade: no primeiro turno, ele havia tido 58,86% dos votos, contra 34,70% de Flávio.
Agora no g1 Após a repercussão da publicação, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jequié (SINSERV-Jequié) emitiu uma nota de repúdio nas redes sociais.
Em nota, o sindicato afirma que a liberdade de expressão não pode ser confundida com autorização para disseminar preconceitos. (Confira a nota completa ao fim da reportagem) "Discordar é legítimo.
Desrespeitar não pode ser naturalizado", diz a nota.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Bahia.