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Delegado é afastado do cargo, obrigado a entregar arma, proibido de entrar na polícia e falar denunciantes

Folha de Boa Vista ·
Delegado é afastado do cargo, obrigado a entregar arma, proibido de entrar na polícia e falar denunciantes

O delegado Alexandre Henrique de Matos Lima (Foto: Reprodução) O desembargador estadual Alessandro Tramujas determinou o afastamento do delegado Alexandre Henrique de Matos Lima.

A decisão atendeu o pedido do Ministério Público (MPRR) , que denunciou o acusado por crimes de ameaça, violência psicológica contra a mulher, roubo e abuso de autoridade.

O magistrado também determinou outras quatro medidas cautelares: suspensão do porte de arma de fogo e recolhimento de arma, munição e carteira funcional; bloqueio de senhas de acesso aos sistemas eletrônicos restritos de segurança pública; proibição de acesso ou permanência nas dependências de unidades da Polícia Civil (PCRR) ; proibição de contato, por qualquer meio, com as vítimas e testemunhas identificadas nos referidos procedimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O MP havia fundamentado o pedido ao citar episódios envolvendo o delegado e duas mulheres nos dias 12 e 16 de junho, no Condomínio Residencial Varandas do Rio Branco, em Boa Vista .

No primeiro episódio, Alexandre teria acionado policiais e informado falsamente que havia ocorrido um crime e que seria necessária a condução de um morador.

No dia 16, durante uma mudança, ele teria discutido com funcionárias do condomínio, retirado à força um telefone das mãos de uma delas, feito ameaças ao afirmar repetidamente que possuía fuzis no veículo e proferido ofensas contra as duas mulheres.

A denúncia afirma ainda que o delegado voltou a acionar policiais para prender a funcionária sob a alegação de desacato.

Em determinado momento, segundo o documento, ele teria dito que “queria pegar aquela desgraçada”.

Na denúncia, o MPRR enquadra os fatos em dois crimes de ameaça contra mulher, dois crimes de violência psicológica contra a mulher, roubo simples e dois crimes de abuso de autoridade.

No caso do abuso de autoridade, a acusação afirma que Alexandre teria iniciado persecuções penais sem justa causa fundamentada, mediante informações falsas aos policiais.

Além dos fatos da denúncia, o MPRR cita um histórico de procedimentos contra o delegado.

Segundo a acusação, uma certidão da Corregedoria da PCRR aponta que ele responde ou respondeu, desde 2005, a pelo menos 47 procedimentos disciplinares e criminais.

O órgão também menciona outros episódios recentes e sustenta que haveria “reiteração delitiva contemporânea”.

“O afastamento cautelar (art.

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