Após vitória de Lula, MPT recebe mais de 1,1 mil denúncias de assédio eleitoral em três dias
O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.143 denúncias de assédio eleitoral nos três dias seguintes à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (25).
Os registros incluem relatos de ameaças de demissão, dispensas e outras formas de retaliação contra trabalhadores por suas escolhas políticas.
A ofensiva ocorre em meio a publicações de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) incentivando empresários a demitir funcionários que votaram no petista.
O balanço apresentado nesta quarta-feira (28) aponta 3.080 denúncias em 2026, das quais 1.143 foram registradas após o segundo turno.
Até o primeiro turno, o órgão havia recebido 991 denúncias.
Outras 946 chegaram entre as duas votações.
Os números representam denúncias recebidas pelo MPT, não a quantidade de empresas envolvidas ou casos já comprovados.
As situações relatadas serão investigadas individualmente.
A escalada levou o governo federal a anunciar uma força-tarefa para combater a perseguição política no ambiente de trabalho.
Entre as medidas em estudo estão a criação de uma lista pública de empregadores responsabilizados por assédio eleitoral e a restrição de acesso a crédito.
Governo prepara punições contra empresas por assédio eleitoral O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo pretende identificar e responsabilizar empresas que utilizem o vínculo empregatício para punir trabalhadores por suas convicções políticas.
A proposta prevê a criação de um cadastro de empregadores envolvidos em práticas comprovadas de discriminação eleitoral.
O governo também estuda mecanismos para restringir o acesso dessas empresas a linhas de crédito.
As medidas foram discutidas em reunião que reuniu representantes do Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Advocacia-Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ministério Público Eleitoral e Ministério da Justiça.
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