Após ouvir trabalhadores, Boulos rebate iFood sobre Mais Entregas
O ministro Guilherme Boulos (Psol) afirmou nesta sexta-feira (28) que a resposta apresentada pelo iFood sobre o funcionamento da modalidade Mais Entregas não foi suficiente para esclarecer as reclamações feitas por trabalhadores do aplicativo.
Segundo Boulos, a manifestação da empresa não respondeu aos principais problemas relatados pelos entregadores, especialmente em relação à remuneração, ao funcionamento do algoritmo e à distribuição das demandas.
“Desde que o modelo foi implantado, a Secretaria-Geral da Presidência recebeu centenas de reclamações dos trabalhadores dizendo que o Mais Entregas impõe, na prática, um sistema que reduz a remuneração”, afirmou o ministro em nota.
O governo federal abriu diálogo com a plataforma após Boulos receber representantes de entregadores no Palácio do Planalto .
Na ocasião, trabalhadores relataram preocupação com possíveis impactos da nova modalidade sobre ganhos, jornada e autonomia profissional.
Entre as críticas apresentadas pelos entregadores está a suspeita de que aqueles que optam por não aderir ao Mais Entregas poderiam receber menos chamadas pelo sistema de distribuição do aplicativo.
Para Boulos, a falta de transparência das plataformas digitais é um dos principais pontos de preocupação.
“O nosso governo tomará medidas rápidas e efetivas para combater” a falta de transparência, declarou.
Leia a nota enviada à revista Fórum: A resposta do Ifood é insuficiente e não esclarece os principais problemas no Mais Entregas apontados pelos entregadores.
Desde que o modelo foi implantado a Secretaria-Geral da Presidência recebeu centenas de reclamações dos trabalhadores dizendo que o Mais Entregas impõe, na prática, um sistema que reduz a remuneração.
Segundo estes relatos, os entregadores que se recusam a aderir passam a receber menos demandas pelo algoritmo como uma espécie de punição.
A falta de transparência das plataformas é um problema crítico e nosso governo tomará medidas rápidas e efetivas para combatê-la.
O iFood afirmou que a modalidade é voluntária e foi criada para oferecer maior previsibilidade de demanda e remuneração aos entregadores.
Segundo a empresa, o modelo combina um valor fixo pelo período reservado, pagamentos por pedidos realizados e eventuais incentivos.
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