Arruda e Marçal: MP já contestou mais de 900 registros nas Eleições 2026
O Ministério Público Eleitoral (MPE) contestou 974 registros de candidatura apresentados em todo o país para as Eleições 2026.
A Justia Eleitoral analisará os pedidos para considerar se os postulantes são aptos ou inaptos a concorrer a um cargo no pleito de outubro.
Para as impugnações, o MP Eleitoral encontrou : condenações criminais, por improbidade administrativa e por abuso de poder político e econômico; envolvimento dos candidatos com organizações criminosas; falta de filiação partidária e quitação eleitoral; candidatos que tiveram as contas de gestões anteriores rejeitadas ou que não prestaram contas; casos de políticos que não se afastaram de determinado cargo ou função no prazo exigido pela lei para que pudessem disputar as eleições.
A maior parte das impugnações – mais de 70% – contesta pedidos de registro para disputar os cargos de deputado estadual e federal.
São Paulo, que é o maior colégio eleitoral brasileiro, lidera o número de impugnações apresentadas pelo Ministério Público até o momento – com 557 casos – ou seja, mais da metade do total registrado em todo o país.
Na sequência, aparecem o Maranhão, com 55 impugnações, Minas Gerais (41), Paraíba (39), Distrito Federal (33) e Bahia (31).
Palácio do Planalto Além disso, na disputa para a Presidência da República, a Procuradoria-Geral Eleitoral contestou a candidatura de Pablo Marçal.
Para o Ministério Público, o político está inelegível até 2032, em razão do uso indevido dos meios de comunicação nas Eleições 2024.
Além disso, ele não comprovou a filiação ao partido político pelo qual a candidatura foi apresentada.
Como consequência do pedido, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar para suspender o acesso do candidato a recursos públicos de campanha e ao tempo de propaganda eleitoral gratuita, até que decida sobre a validade ou não da candidatura.
Governo Em seis estados e no Distrito Federal há pelo menos nove ações do MP Eleitoral que tentam barrar a candidatura de governadores e vices.
No Distrito Federal, o órgão questionou a candidatura de José Roberto Arruda , por entender que ele está inelegível até 2030 em razão de seis condenações por improbidade administrativa.
No Rio de Janeiro, o MP Eleitoral também contestou a candidatura de Garotinho ao Governo do estado , por enquadramento nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa.
Em São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amapá e Alagoas também foram apresentadas impugnações para barrar a candidatura de governadores ou vices.
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