Deputada que fez blackface: MPSP pede arquivamento de acusação de racismo
A deputada estadual Fabiana de Lima Bolsonaro (PL) pode não responder por racismo após fazer blackface, pintando o rosto e os braços de preto durante um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo ( Alesp ).
O Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) defendeu o arquivamento da acusação por entender que não ficou comprovada a intenção de discriminar pessoas negras.
No parecer, o procurador de Justiça responsável pelo caso também apontou que as falas da parlamentar estariam protegidas pela imunidade parlamentar por terem sido feitas no exercício do mandato.
O pedido de arquivamento, no entanto, ainda não encerra definitivamente o caso e será submetido à análise interna do Ministério Público.
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1 de 12 Fabiana Bolsonaro Reprodução/Redes sociais 2 de 12 Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE Reprodução/TSE 3 de 12 Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE Reprodução/TSE 4 de 12 Fabiana Bolsonaro e o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo Reprodução/Redes sociais 5 de 12 Fabiana Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas Reprodução/Redes sociais 6 de 12 Fabiana Bolsonaro Reprodução/Redes sociais 7 de 12 Fabiana Bolsonaro Reprodução/Redes sociais 8 de 12 Fabiana Bolsonaro Reprodução/Redes sociais 9 de 12 Fabiana Bolsonaro Reprodução/Redes sociais 10 de 12 Fabiana Bolsonaro Reprodução/Redes sociais 11 de 12 Fabiana Bolsonaro Reprodução/Redes sociais 12 de 12 Fabiana Bolsonaro entre Tarcísio de Freitas e Cláudio Castro Reprodução/Redes sociais Entenda o caso Durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em 18 de março deste ano, Fabiana Bolsonaro pintou o rosto e parte do corpo de marrom, em uma encenação associada ao blackface.
A deputada afirmou que faria um “experimento social” e, enquanto passava a tinta pelo corpo, disse que, mesmo se pintando de negra, continuaria sendo uma mulher branca.
A encenação ocorreu durante um discurso em que Fabiana criticava a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSol), uma mulher trans, para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
Fabiana usou a comparação para defender que, assim como mudar a cor da pele não transformaria uma pessoa branca em negra, uma pessoa trans não se tornaria mulher, segundo a posição defendida por ela.
A encenação foi questionada por outros parlamentares e posteriormente motivou uma representação criminal por racismo contra a deputada.
Por que o MPSP pediu o arquivamento? Para o procurador de Justiça Sérgio Turra Sobrane, dois pontos pesaram na decisão de pedir o arquivamento: ele entendeu que não ficou comprovada uma intenção de cometer racismo e que o discurso também estaria protegido pela imunidade parlamentar.
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