Cirurgião explica o que causou a morte das gêmeas que nasceram unidas pela cabeça em cirurgia final em SP Gêmeas que nasceram unidas pela cabeça morrem em cirurgia final de separação no interior de SP (Foto: Divulgação/Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto)
O médico responsável pela cirurgia de separação das gêmeas siamesas Helena e Heloísa explicou as complicações durante a operação.
As meninas de 2 anos e 7 meses morreram após passarem por cinco procedimentos ao longo do último ano.
Em uma coletiva de imprensa, o doutor Jayme Farina afirmou que a equipe começou a identificar uma piora nos parâmetros das meninas após cerca de 10 horas de cirurgia.
De acordo com o profissional, as meninas apresentaram alterações na pressão arterial que precisaram ser controladas repetidamente pelos médicos.
Uma delas teve um quadro de hipertensão, enquanto a outra enfrentou hipotensão profunda.
LEIA TAMBÉM: Âncora da GloboNews se irrita ao vivo com falhas da produção e reage: “Está uma bagunça aqui”; assista Filha de Stênio Garcia revela quando e por que ator se afastou, e faz confissão sincera em meio a processo Helena e Heloísa eram craniópagas, ou seja, nasceram unidas pela cabeça.
Segundo Farina, a ligação envolvia o seio sagital, estrutura vascular importante para a circulação sanguínea cerebral, e, por isso, a separação precisou ser dividida em diferentes etapas.
“Quando é feita uma separação de craniópagas, que são as gêmeas mais raras e são as mais difíceis de separar, […] é mais complexa porque divide o seio sagital, que é muito importante para a vitalidade.
Esses vasos vão sendo ligados a cada etapa em torno de 25%.
Então, na primeira cirurgia, na segunda, na terceira… aí na quarta, a gente coloca aquelas bolsas expansoras.
Na quinta cirurgia, que seria a final, foram sendo desligados os outros 25% dos vasos” , explicou. [anuncio] O médico também destacou que as meninas já enfrentavam outros problemas que as deixaram ainda mais vulneráveis.
“Mas acontece que essa união é complexa para os organismos das crianças, que também já é um organismo mais frágil.
Elas tinham muitas pneumonias, elas tinham traqueostomia, precisaram de uma gastrostomia para a alimentação.
Elas tiveram episódios que fragilizaram o organismo também” , afirmou.
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