Marinho diz que Lula transformou Bolsa Família em instrumento eleitoral
Líder da oposição no Senado Federal criticou o reajuste anunciado a 17 dias do primeiro turno pelo governo Lula
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) , criticou nesta quinta-feira, 17, o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula (PT) . Em nota publicada nas redes sociais, o senador afirmou que o benefício é importante, mas não pode ser utilizado como instrumento eleitoral.
“Faltam menos de duas semanas para a eleição. E o desespero já começou. O Bolsa Família é importante. Mas dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral, atropelando o Congresso e a legislação” , escreveu.
Marinho também atacou a política fiscal do governo e afirmou que a gestão petista estaria aumentando impostos, juros e o endividamento das famílias.
“É o Robin Hood às avessas: dá com uma mão e tira com as duas. Tira elevando imposto. Tira aumentando juros. Tira causando inflação. Tira forçando endividamento das famílias” , afirmou.
“Lula está desesperado com as pesquisas e tenta criar uma nova cortina de fumaça” , escreveu Marinho.
O reajuste anunciado pelo governo eleva o benefício mínimo de 600 para 691 reais. Os novos valores começam a ser pagos em outubro.
Mais cedo, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB) , afirmou a O Antagonista que a oposição avaliava medidas contra o reajuste na Justiça Eleitoral. O deputado disse que o grupo considera que pode haver crime eleitoral, mas ponderou que a reação precisa ser conduzida de forma a não passar ao eleitor a ideia de que a oposição é contrária ao Bolsa Família.
“O crime, claro, mas a gente tem que saber como vai ser, como a gente vai passar a dose do remédio para não dar problema para a gente. Senão a pessoa vai entender que a gente é contra ajudar os mais pobres” , afirmou.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também classificou o reajuste como uma medida de caráter eleitoral, mas decidiu não apresentar uma ação contra o governo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a equipe jurídica do candidato, a intenção é evitar que o PT associe uma eventual contestação judicial à ideia de que Flávio seria contrário ao programa social.
Flávio, porém, criticou publicamente o decreto. Em discurso nesta quinta-feira, 17, o candidato chamou o reajuste de ilegal e afirmou que Lula estaria agindo por desespero às vésperas da eleição.
Quem acionou o TSE foi o deputado Zé Trovão (PL-SC) , aliado de Flávio. A ação questiona o reajuste de 15,04% e aponta possível abuso de poder político durante o período eleitoral. O caso foi distribuído ao ministro André Mendonça .
O governo sustenta que o reajuste corresponde à recomposição da inflação e afirma que a medida está amparada pela legislação. Segundo a equipe econômica, o percentual de 15,04% corresponde ao INPC acumulado desde a reformulação do programa até agosto de 2026.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.