Lula e Flávio trocam farpas em primeiro programa eleitoral na TV
O primeiro programa eleitoral televisionado foi ao ar na tarde deste sábado, 29, e realçou as diferenças ente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), nomes à frente das pesquisas para a eleição presidencial que ocorre em outubro.
A campanha de Lula O presidente teve o maior tempo do bloco, com 5 minutos e 31 segundos, e apostou em um visual despojado, com direito a chapéu boêmio.
Antes de discutir suas propostas para um quarto mandato, ele atacou o rival e apresentou um “currículo” satírico, preenchido por denúncias de “rachadinha” acumuladas por Flávio em seu antigo gabinete, seu envolvimento com Daniel Vorcaro em busca de recursos para o filme Dark Horse e sua aproximação a Adriano da Nóbrega, apontado como chefe de milícia.
Segundo Lula, Flávio é “o pior dos Bolsonaro”.
Depois disso, o candidato de esquerda abordou a própria biografia e leu uma carta escrita para a versão de si que existia em 1979, quando ele liderava metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP).
A auto-mitologia foi seguida de destaques da trajetória política de Lula e argumentos à favor da democracia e da soberania.
A fim de expressar determinação, ele cravou estar “mais forte” e “mais preparado do que nunca”.
Continua após a publicidade Lula ainda celebrou ter “reconstruído” o Brasil, mas negou satisfação.
Quanto aos compromissos futuros, citou o fim da escala 6×1, o investimento no setor tecnológico e o fortalecimento da indústria nacional, além do combate ao crime organizado e às facções.
Em consonância com seu ato voltado ao eleitorado feminino, ocorrido em Belo Horizonte também neste sábado, Lula ainda convidou a primeira-dama Janja a dar as caras e apelar às mulheres, para quem Lula prometeu reduzir índices de violência.
Continua após a publicidade A campanha de Flávio O filho de Jair Bolsonaro, por sua vez, teve o segundo maior tempo (4 minutos e 20 segundos) e optou por um terno sem gravata.
Ele também começou a peça com críticas ao inimigo.
Comparando o “Brasil do Lula” ao “Brasil real, o candidato acusou o presidente de terceirizar a culpa pelos problemas do país e nomeou como pautas urgentes as facções criminosas, o medo da violência, o fechamento de empresas e a alta de preços.
Mirando na comoção em torno do poder de compra, argumentou que “até pizza” está sendo parcelada.
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