Honestino: estudante símbolo da luta contra a ditadura dá nome a ponte, museu e diretório da UnB; cinebiografia estreia nesta quinta
Trailer do filme 'Honestino', com Bruno Gagliasso Estreia nesta quinta-feira em cinemas de todo o país a cinebiografia "Honestino", com o ator Bruno Gagliasso no papel-título.
O longa dirigido por Aurélio Michiles conta a história do estudante Honestino Monteiro Guimarães, que desapareceu aos 26 anos em 1973, nos anos de chumbo da ditadura militar – e se tornou um símbolo da luta estudantil contra o regime.
Passado mais de meio século, Honestino teve seu desaparecimento reconhecido como crime político, recebeu diplomas póstumos (veja detalhes abaixo) e recebeu homenagens em diversos espaços públicos de Brasília.
Natural de Itaberaí (GO), Honestino se mudou para a nova capital do país no ano na inauguração, em 1960, com a família.
Estudou no Centro de Ensino Médio Elefante Branco da Asa Sul e, por breves anos, na Universidade de Brasília (UnB).
Luta estudantil Desde o ensino médio, Honestino era engajado nos movimentos estudantis.
Estudou no Colégio Elefante Branco – apeliidado pelos militares como "elefante vermelho" à época, pelo histórico de resistência.
O grêmio estudantil da escola, hoje, leva o nome de Honestino.
Em 1964, transferiu-se para o Centro Integrado de Ensino Médio (CIEM), onde concluiu o ensino básico.
Na época, entrou para a organização clandestina Ação Popular (AP).
Pouco depois, aos 18 anos, passou em primeiro lugar para cursar geologia na UnB.
Entre os estudos e a luta política, foi preso quatro vezes em ações grevistas e manifestações.
Tornou-se, ainda, presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (Feub).
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