TRE rejeita denúncia contra Crivella por 4x3 no caso conhecido como 'QG da Propina'
Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio Reprodução/TV Globo O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu rejeitar, por 4 votos a 3, a denúncia contra o candidato ao Senado e ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) no caso conhecido como “QG da Propina”, em sessão realizada, nesta quinta-feira (27).
O placar estava 3 a 3 e o voto de minerva foi dado pelo presidente da Corte, Cláudio Mello Tavares.
O magistrado argumentou que não havia indícios suficientes para receber a denúncia e dar prosseguimento ao processo.
“Um agente não pode ser punido com base em conjecturas”, afirmou o presidente ao votar pela rejeição.
Tavares entendeu que Crivella não poderia responder por corrupção e lavagem de dinheiro por atos supostamente cometidos pelos outros acusados.
A Corte decidiu ainda que um juízo da primeira instância vai decidir sobre o rumo do caso com relação aos outros denunciados pelo Ministério Público.
Agora no g1 "Foi feita Justiça com a recusa da denúncia em desfavor de Marcello Crivella.
Foi comprovado a ausência de justa causa.
Não houve ilegalidade por parte do Crivella", disse o advogado do candidato, Márcio Vieira Santos.
O que foi a denúncia Segundo o Ministério Público e da Polícia Civil do Rio, o esquema conhecido como "QG da Propina" ocorreu no período em que Crivella foi prefeito do Rio (2017 a 2020).
O esquema envolveria Rafael Alves, irmão de Marcelo Alves — então presidente da Riotur.
Segundo a denúncia, Rafael participaria do aliciamento de empresários e fraude em licitações.
Em 2024, Crivella chegou a ser declarado inelegível por abuso de poder político e econômico e conduta vedada nas eleições de 2020.
Na semana passado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tinha decidido, por 4 votos a 3, manter suspensa a inelegibilidade de Crivella e, com isso, liberar a candidatura do ex-prefeito do Rio ao Senado.
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