Ex-vice-prefeito de Itaúna é indiciado por organização criminosa e lavagem de dinheiro na Operação Intrafortis
Vice-prefeito de Itaúna Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto é investigado em esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em MG Reprodução/Instagram O ex-vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Ele foi alvo da operação "Intrafortis", que investiga um suposto esquema de pagamento de propina a servidores públicos para acelerar a liberação de licenças ambientais e autorizações relacionadas à atividade minerária em Minas Gerais.
O g1 tenta localizar a defesa do ex-vice-prefeito. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Ao todo, 10 pessoas foram indiciadas, entre elas dois delegados da Polícia Federal, um ex-deputado estadual e Hidelbrando.
A operação é um desdobramento das investigações relacionadas ao esquema de corrupção no setor de mineração no estado.
O relatório final da investigação foi concluído em agosto de 2026 e encaminhado à Justiça Federal.
Segundo a PF, o grupo teria atuado na negociação de direitos minerários, em práticas de corrupção e na lavagem de dinheiro.
Os direitos envolvidos nas negociações seriam avaliados em mais de R$ 200 milhões.
PF pede prisão de vice-prefeito de Itaúna por corrupção na mineração Investigação De acordo com informações repassadas pela Polícia Federal ao g1 Minas Gerais, as apurações reuniram elementos obtidos por meio de dados telemáticos, bancários, fiscais, telefônicos e documentos.
A investigação apontou a existência de uma estrutura que teria utilizado empresas registradas em nome de terceiros para realizar negócios relacionados a direitos minerários.
O relatório também aponta o delegado federal Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da PF em Minas Gerais, como um dos integrantes do núcleo central da organização investigada e suposto chefe oculto da estrutura.
Teixeira foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, tentativa de embaraço à investigação de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação, ele teria mantido atuação relacionada ao mercado minerário de forma oculta enquanto ocupava funções relevantes na Polícia Federal.
Em nota, a defesa de Teixeira afirmou que o relatório "é carente de substrato probatório e só faz repetir a mendaz retórica que inaugurou essa famigerada operação".
Hidelbrando Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto já era investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025 para apurar suspeitas de corrupção e irregularidades relacionadas ao setor de mineração.
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